Spleen e charutos

novembro 10, 2009

Beatlemania invade o Capitão Cook

Filed under: Spleen — spleencharutos @ 7:43 pm

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

TributoHá quarenta anos, mais precisamente em 22 de agosto de 1969, os Beatles lançavam o Abbey Road, canto dos cisnes da banda mais influente da história da música pop, e um dos discos mais vendidos de todos os tempos. Como esperteza pouca é bobagem, os velhinhos da Snooze – os caras tocam juntos há quase vinte anos – aproveitaram o pretexto para fazer barulho e convidaram a Daysleepers para celebrar a data em grande estilo. O resultado poderá ser conferido este sábado, quando as bandas desfiarão o repertório dos discos Abbey Road e Let it Be (este, sob a responsabilidade dos convidados) de cabo a rabo, no palco do Capitão Cook.

Explica-se. Meses antes das gravações de Abbey Road, os Beatles se enfurnaram num estúdio de filmagens para registrar em filme o processo de composição, ensaios e gravação de um novo disco, a ser interpretado ao vivo. Era Janeiro de 1969, mas o que viria a se tornar o disco/ filme Let It Be só foi lançado em 1970, como primeiro disco póstumo do quarteto, quando os Beatles já não existiam como grupo.

Quem conhece o trabalho das bandas sergipanas sabe que não existem nomes mais apropriados para realizar a homenagem. O envolvimento dos caras com o quarteto de Liverpool é antigo, e transparece na paixão com que o baterista Rafael Jr relata o seu primeiro contato com a música de Paul, John, Ringo e George.

“Lembro como hoje. As músicas mais conhecidas (baladas e hits da primeira fase) já habitavam minha mente, mas o divisor de águas foi uma fita k-7 gravada pelo meu Tio Tom, fanático pelo quarteto desde os 60. Isso foi de 86 para 87, quando eu tinha uns 12 ou 13 anos. Eu levei essa fitinha BASF pra casa, e ficava ouvindo “Help!”, “I Wanna Hold Your Hand” e “Twist and Shout” o tempo inteiro. Mas a fita também tinha a pesada “I Want You” e coisas mais obscuras. Então, pra mim, não tinha essa hierarquia de fases e do que era hit ou não. Era uma coisa só, que me pegou de jeito, e pra sempre. A música desse quarteto é como um vício, fascinante, não sei explicar direito”.

Para Fabinho, baixista da Snooze, não há como mensurar a influência do quarteto ao longo do tempo.

“São melodias aparentemente simples num tratamento profundo, os arranjos dos Beatles costumam fugir do que se espera ouvir de um grupo pop. Os grandes são os que quebram barreiras, instigam tendências… É exatamente esse o legado dos Beatles. Junte isso a três cantores/compositores fora de série (sem esquecer de um batera sensacional) e um produtor que traduz suas concepções vanguardistas em arranjos sofisticados. É impossível ficar imune. Minha filha de 04 anos já é beatlemaníaca, ela não só curte como pede para ouvir a trilha do Yellow Submarine quase todos os dias!”.

Serviço:

Local: Capitão Cook (próximo ao farol da Coroa do Meio)
Data: 14 de novembro
Hora: 22h30

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