Spleen e charutos

janeiro 25, 2012

Sergipe, ou a casa da mãe Joana

Filed under: Spleen — spleencharutos @ 8:53 pm

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

Rita Lee esnoba Verão Sergipe, mas vai faturar mesmo assim

Quatro edições de Verão Sergipe não foram suficientes para que nossos gestores compreendessem o óbvio: Nós já temos uma cena capaz de sustentar o calendário de eventos do Estado. Não se trata de bairrismo, nem de uma concepção de cultura indiferente às contaminações do mercado. Enquanto insistimos no equívoco de oferecer nossos palcos de mãos beijadas para os outros, como se os domínios de Serigy fossem a casa da mãe Joana, os artistas que tiram leite de pedra para engrossar o caldo de nossa música disputam os farelos abandonados no chão.

Quem quiser que se vire para manter a fervura da cadeia produtiva acesa. No que depender dos eventos promovidos pela administração local (Governo de Sergipe e Prefeitura de Aracaju), a profícua produção musical sergipana permanecerá relegada a palcos menores, preenchendo os intervalos da programação.

It’s all entertainment – Brecha é diferente de espaço. Como bem observou Henrique Teles, da Maria Scombona, a proporção de artistas locais x nacionais na programação do Verão Sergipe está invertida. Embora a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) tenha acertado mais uma vez ao publicar edital selecionando os artistas que se apresentarão na Arena Multicultural do Verão Sergipe (a Funcaju, responsável pelo Projeto Verão, não fez nem isso), comete um pecado imperdoável ao transformar o principal palco do evento numa vitrine de tudo o que não interessa mais na música brasileira. A esnobada que a ex-mutante Rita Lee deu em nossos caciques fala por si.

É como se nossos gestores tivessem parado no tempo. Há quatro anos, os mesmos nomes são contratados a peso de ouro e se revezam diante de um público que periga sucumbir ao cansaço. Margareth Menezes, por exemplo, já se apresentou no Verão Sergipe em 2010. De lá pra cá, não produziu nada que justificasse o convite realizado agora. Os Paralamas do Sucesso se apresentam em evento promovido com o nosso dinheiro pela terceira vez. O Biquine Cavadão não pode ser considerado novidade – uma banda morta, que arrasta a própria carcaça desde o início da última década do século passado. O mesmo pode ser dito do cantor e compositor Frejat, que vem se esmerando na arte de afogar a própria biografia num copo raso de água com açúcar. E por aí vai…

Atencioso e crítico, o cantor e compositor Deilson Pessoa, que integra o coletivo de músicos Serigy All Stars, se manifestou em nome do Fórum de Música de Sergipe. “Nem entro no mérito subjetivo do gosto. Somente me pergunto: por qual necessidade se repetem nomes de artistas nacionais nos eventos de um país tão rico em atrações musicais de grande e médio porte? Há pouco, em 2008, Rita Lee veio embolsar a grana de um reveillon aracajuano. Novamente está de volta, agora pelo Verão Sergipe. Parece que trocou cadeira com Daniela Mercury, que esteve nas edições do próprio Verão Sergipe em 2009 e 2010, e retornou agora para brindar um ‘troquinho’ em nosso reveillon”.

O pior é que o apreço demonstrado pela música local na hora de compor a programação desses eventos se estende ao tratamento dispensado até que o músico finalmente pise no palco. Esta semana, as redes sociais serviram de canal para que os descontentes desabafassem. O produtor Mário Eugênio, profissional respeitado, com diversos serviços prestados à música sergipana, está entre os que soltaram o verbo.

“A produção do Verão Sergipe acabou de me ligar e disse que só tem duas vans pra fazer o translados das bandas locais. Desta forma, temos que ir 13h e ficar direto até a hora do show, que será 1h da manhã. Que tal ficar 12h na labuta pra fazer o show? Tenho certeza de que as bandas de fora ficam com transporte a disposição”.

Segundo a Secult, tudo não teria passado de um ruído na comunicação entre os produtores do evento e o profissional citado. No entanto, não seria a primeira vez que os músicos locais reclamam de descaso no back stage. Se esse estado de coisas permanecer inalterado, melhor os poderosos se acostumarem com o barulho das vaias. Ano passado, o incidente que culminou na interrupção do show de Patrícia Polayne no Verão Sergipe motivou reações apaixonadas e ofereceu oportunidade para que os gestores de nossa cultura fizessem uma auto crítica. O tratamento dispensado aos artistas sergipanos estaria à altura do trabalho apresentado no palco? A julgar pelos acontecimentos mais recentes, parece que não.

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42 Comentários »

  1. Perfeita avaliação. Isso casa com o famigerado vídeo do Compadre Wasghinton. A forma como os artistas de fora são tratados aqui e como os nossos são tratados, fazem todo sentido com que ele disse. Não que não devemos tratar bem as “visitas”, mas não podemos esquecer dos que moram aqui. E nessa questão dos nomes para evento concordo totalmente. Os nomes se repetem, até brinquei no Facebook que esse verão sergipe era um “Heatmus 80 Beach” porque é só aquela galera que vive de cantar as mesmas músicas há anos. Não que não seja artistas merecedores da historia que tem, mas cadê as novidades? Lembrei até o que o Adelvan comentou uma vez, que o pessoal daqui acha que a única banda de recife é a Nação Zumbi. Será que não caberia um Criolo na programação? Uma Tulipa Ruiz? Um Eddie? Enfim, acho difícil essa galera tentar arriscar um pouco mais ao invés de optar pelo que é mais fácil.

    Comentário por Rafa Aragão — janeiro 25, 2012 @ 9:24 pm

  2. Eu trabalhei na Funcaju por um tempo. tempo bom, aprendi muita coisa e uma delas foi: não trabalhe mais pra Governo recebendo mixaria. Primeiramente quero comentar sobre a carcomida Rita Lee. Lembro-me bem que quem contratou o show foi a Funcaju. Rita Lee exigiu um carro que nem em Sergipe tinha, vinhos muito caros, pois era aniversário dela. Ou seja: NÓS BANCAMOS O ANIVERSÁRIO DE RITA LEE. Digo mais: a escolha desses artistas ficam a cargo de apenas DUAS pessoas dentro da Funcaju. Duas pessoas. Fernandinho e a mulher dele. E ninguém toca nesse assunto lá dentro…deixa com eles. Se fizermos uma retrospectiva de todos os eventos que Aracaju fez durante o a prefeitura eleita de Déda e consequentemente do zambumbeiro Edvaldo Nogueira, mais os eventos promovidos pelo governo do ex prefeito Marcelo Deda, nós perceberemos que são as mesmas bandas tocando a cada ano que passa. Se em 2010 não foi vc, vai ser em 2011, porque em 2009 vc já tocou. Digo isso em esfera de Forró Caju, Projeto Verão, Verão Sergipe. O que mais me indigna é que os cachês não são baratos e as bandas locais nem transporte a disposição tem. Para receber esse dinheiro; meses depois, enquanto que o artista de fora só sobe ao palco com o dinheiro no caixa. Sim, os gestores (seja alguns particulares) e em grande monta, o gestor público não acredita na nossa cultura. Isso pra mim cheira a falcatrua pesada…

    Comentário por Alexandre Gandhi Mendes Costa — janeiro 25, 2012 @ 9:41 pm

  3. Olá Rian.

    Gostaria de questionar essa informação sobre o horário do transporte para as bandas locais. Essa informação está errônea e é imprudente publicar uma informação que não foi devidamente apurada. As bandas possuirão transporte de ida e volta para a passagem de som e para os shows.

    Comentário por Edézio Aragão — janeiro 25, 2012 @ 10:01 pm

  4. Se o produtor de uma banda recebe ligação dos produtores do evento e publica essa informação numa rede social; Se essa informação é confirmada por outros músicos, a apuração está feita, meu querido Aragones. De qualquer modo, é bom saber que a Secult acordou a tempo! 😉

    Comentário por spleencharutos — janeiro 25, 2012 @ 10:12 pm

  5. A Secult voltou atrás depois que a reclamação foi alardeada, a verdade é essa. Acompanhei uma ligação que Fabinho recebeu tipo MEIO DIA dizendo que só ia ter uma van pra todo mundo e era pra passar o dia todo lá. Quem não quisesse que fosse no seu próprio carro. Agora NO FIM DA TARDE é que mandaram um cronograma de ida e volta para as bandas em horários diferentes tanto pra passagem quanto pro show. Fico super feliz em constatar a capacidade de rever decisões e, principalmente de ACEITAR CRÍTICAS dessa gestão. Parabéns.

    Comentário por Maíra — janeiro 25, 2012 @ 10:30 pm

  6. Olá Pessoal,

    A produção do evento não voltou a tempo de nada porque simplesmente a informação foi dada errada pela agência que ganhou a licitação, e replicada pelo produtor que agencia três das bandas selecionadas pelo edital. Depois de apurar a fonte dessa informação infeliz, vamos aqui trabalhar para melhorar o diálogo interno e acho que essa crítica é completamente pertinente. Quanto a forma de tratamento com o artista, seja ele quem for, deve seguir o respeito e dar condições de trabalho plenas para o exercício do que foi proposto no combinado entre poder público e atração. De toda sorte, é importantíssimo essa vigília da imprensa para com as ações do poder público no sentido de proporcionar uma atuação coerente e respeitosa. Bom trabalho a todos nós jornalistas, músicos, artistas, gestores, etc…

    Comentário por Edézio Aragão — janeiro 25, 2012 @ 10:51 pm

  7. Que lindo, tá resolvido! (a parte do transporte, né…). Vamos ver o transcorrer do evento, estaremos de olho e acabou o tempo de ficar reclamando entre os pares da banda. Aqui mesmo temos um forte aliado.

    Comentário por Rafael Jr — janeiro 25, 2012 @ 11:18 pm

  8. Rita Lee is dead, boys …

    Faz tempo, aliás.

    Comentário por www.escarronapalm.blogspot.com — janeiro 25, 2012 @ 11:47 pm

  9. Aragão, seu nome muito nos agrada pelo cargo que ocupa na Secult dadas as experiencias no Fórum Musica Sergipe (e falo aqui também em nome dele), à sua conduta pessoal sempre coerente, e pela sua atuação como músico que nos faz crer que temos um de nós do lado de lá. Bom ver o esclarecimento chegar rápido – não tanto quanto a velocidade das redes sociais – ainda que o equívoco tenha sido de terceiros.Lamento que este lapso de informação tenha atingido, mesmo que por momentos, algumas bandas elencadas no evento. Como voce frisou, Mário Eugênio repassou a informação como de fato lhe chegara por quem havia de direito lhe informar. E nós, artistas e demais agentes da música, reverberamos a voz dos nossos.
    É tempo dos gestores ajustarem seu ‘time’ pelos artistas no que está cada vez mais visível o abandono daquela postura medíocre de extrema tolerância da classe ao descaso e indiferença que pontua o trato com a cultura pelo poder público ao longo de cada novo ‘velho’ governo.
    Torcemos de fato pelo seu trabalho, e que sua postura contagie os corredores de cada ambiente onde se gere a música em Sergipe. Pra que voce possa num futuro bem próximo ser porta-voz de esclarecimentos e soluções além dos pequenos incidentes. Nossos verdadeiros dilemas – que transformam pequenas fissuras eventuais em prolongamento do abismo existente entre poder público e classe artística – também apontados no artigo de Rian Santos, estes esperam um posicionamento efetivo do governo. O ocorrido equívoco é apenas a deixa para mais uma vez o jornalista interrogar o porquê de sermos preteridos tão drasticamente nos eventos de nosso próprio estado.
    Oxalá as coisas estejam mudando. Diga-se pelo seu esperado empenho eficiente no conjunto gestor, diga-se pela nossa determinada intolerância crítica. E a maior, diga-se pela qualidade crescente da musica produzida em nosso estado.
    Salve salve música sergipana.

    Comentário por Deilson Pessoa — janeiro 26, 2012 @ 12:51 am

  10. Eu nem acho tanta importância assim esse “sentimento natividade” para a valorização do artista sergipano, mas obviamente está infinitamente melhor em qualidade que muito artista nacional, e deve ser respeitado do aqueles que vivem de passado… fora que só os chamam porque tem nome, politica do governo do estado… pra agradar… pessoal ficar animado e achar que tudo está “numa boa”….

    Comentário por Romário Carlos — janeiro 26, 2012 @ 3:51 am

  11. Bora lá moçada, superada a falha de comunicação – de fato – da produção do Verão Sergipe (foi pontual e isto acontece!), não percamos o foco de fazer um grande evento para o público presente. Endosso as palavras de Rian, assim como as de Deílson Pessoa. Aragones – de fato, também – soma construtivamente.

    Comentário por Henrique Teles — janeiro 26, 2012 @ 1:24 pm

  12. Bem, esqueceram de falar apenas que Sergipe não possui muitas bandas que venham a agradas o público em geral, a exemplo do que acontece todos os anos na Caueira, onde a empolgação com as bandas locais é mínima e algumas apresentações chegam a ser chatas e/ou cansativas, como o de uma cantora sergipana, que nem é daqui mesmo, que na Caueira exibiu no telão um clipe que havia conquistado um prêmio e fez o favor de além da exibição do citado clipe, contou a música duas vezes. Definitivamente arrastou o público ao cansaço e a vontade de ver o show chegando ao fim.
    Em relação ao show de Frejat, foi de tamanha infelicidade o comentário contido no texto, já que é o inverso. Esqueceram de assistir ao Rock in Rio?
    Basta olhar os shows que o líder do Barão Vermelho vem fazendo pra ver que o comentário feito foi realmente infeliz.
    Em relação a Biquine Cavadão, infelizmente não se trata de uma banda morta desde o início da última década do século passado. Basta olhar pros anos 90 e ver que “Vento Ventania” foi a música mais tocada no Brasil no ano do seu lançamento e que de lá pra cá sempre foram lançados cds de sucesso pela banda. Quem não conhece Janaína? Vento Ventania? Tédio? Dentre outras.
    Ademais, voltando a falar das bandas sergipanas, gosto de várias existentes em nosso estado, mas pouquíssimas se destacam. Ainda estão no amadorismo, no romantismo da rebeldia e de que ser esteticamente diferente é fazer sucesso.
    O que esperam as bandas Sergipanas?
    Que o Verão Sergipe ou o Projeto Verão virem uma verdadeira Rua da Cultura?
    Quem já foi o vai pra tal rua sabe muito bem que a qualidade de grande parte das bandas que ali se apresentam é extremamente discutível, e é isso que esperam vender pros sergipanos ou turistas?
    Quem sairia de suas casas para ir a Atalaia Nova ou Caueira pra ver repetir uma Rua da Cultura?
    Talvez nem quem more nessas localidades.
    Por fim, os projetos musicais dos governos estadual e municipal (Aracaju) são ótimos. Em verdade algumas bandas se repetem em pouco espaço de tempo, o que aconteceria em pouquíssimo tempo caso fossemos dar prioridade as bandas sergipanas.
    Temos que aproveitar esses eventos para assistirmos a shows de bandas que jamais teríamos a oportunidade de assistirmos nessa terra alienada onde os eventos do Fabiano, com verbas públicas, sendo eventos particulares, acontecem.
    Até mesmo se tratando de música baiana, forte do Fabiano, algumas bandas não aparecem por aqui, Como a Daniela e o Carlinhos.
    Se não fossem os citados eventos, não assistiríamos ou dificilmente teríamos como assistir em Sergipe shows como Jorge Ben, Frejat, Rita Lee, Titãs, Paralamas, Lulu Santos, Maria Gadu, Vanessa da Mata, Nando Reis, Monobloco, Detonautas, Mano Chao, dentre outros.
    Que as bandas do estado devem participar eu concordo, mas terem a prioridade na apresentação, isso não. Primeiramente que se tratam de bandas que tocam o ano inteiro por aqui, segundo, conforme já dito, algumas chegam com seus shows chatos e cansativos.

    Valorização e qualidade da música sergipana sim. Monopólio em eventos para sergipanos e turistas, não.

    Comentário por Márcio Ferreira — janeiro 26, 2012 @ 1:39 pm

  13. Isso é piada, né Márcio? To morrendo de rir, aqui! 😉

    Comentário por spleencharutos — janeiro 26, 2012 @ 1:44 pm

  14. Meu caro Aragão. Agora que tudo foi devidamente solucionado e exclarecido, gostaria de dar uma sugestão. Acredito que isto não teria acontecido se houvesse uma reunião entre vocês do governo e a agência responsável pelo Verão Sergipe. Também acredito que a intensão da agência foi de adiantar uma demanda, mas a infelicidade talvez tenha sido a forma de como resolver esta demanda, ou seja, deixar as bandas esperando mais de 12 horas. Produzo eventos e sei exatamente que imprevistos acontecem e que a intensão de vocês sempre será de fazer o melhor, mas convenhamos, nem sempre tem sido assim para as bandas locais. Outro dia postei no Facebook que a música do Verão Sergipe 2012 tem a cara da Bahia, e tem mesmo. Infelizmente soube que nenhum artista sergipano gravou ou compôs a mesma. Saiba que antigamente não externava meu pensamento, mas acho que além de agir (através de minhas produções particulares) penso que chegou o momento de também questionar com o que achar prudente, e este foi o caso em voga. De qualquer forma quero que saiba que acredito e confio no seu trabalho, pois já pude constatar em outros momentos. No mais, desejo que o evento seja um sucesso, que todos apresentem suas obras da melhor forma possível e que fiquem satisfeitos, afinal, tive a honra de organizar e coordenar a primeira edição do Verão Sergipe e espero que ele cresça a cada ano. Sucesso.

    Comentário por Mario Eugenio — janeiro 26, 2012 @ 2:41 pm

  15. Rita Lee anuncia a sua aposentadoria em show no Rio de janeiro. E em sua declaração: “Este é meu penúltimo show, mas considero o último.”

    O que ela irá fazer em sua “última” apresentação oficial em Aracaju deva ser, talvez, uma recolhidinha de fundos pra bancar os seus dias futuros.

    É Funcaju…
    “Ainda não havia para mim Rita Lee, a sua mais completa tradução.”

    Comentário por Juliane — janeiro 26, 2012 @ 2:41 pm

  16. Só pode ser piada!
    Absurdo!

    Comentário por Paulo Groove — janeiro 26, 2012 @ 2:50 pm

  17. Belo texto, concordo em quase tudo, realmente existe uma repetição, as bandas do estado que tem qualidade, as vezes são preteridas, mas porra, dizer q Frejat ta decadente? Pqp! Fez um puta show no Rock In Rio, Biquni Cavadao? Ja foi!  Mas bem q poderiam trazer Jeneci, Tulipa, Céu, Siba, Eddie, Criolo, Madame Sataan, Cascadura, Maglore tem muita coisa nova e boa rolando pelo pais e pelo estado…

    Comentário por Plinio — janeiro 26, 2012 @ 3:08 pm

  18. Acho válido todos nós, em forma de protesto, organizarmos uma bela vaia e um grande VAI TOMAR NO CÚ
    pra essa cachorra da Rita Lee, e pra todos os outros que estão merecendo !!

    iae quem vai puxar esse coro? kkkk

    Comentário por Thiago Nunes — janeiro 26, 2012 @ 3:12 pm

  19. Não é piada não galera. O Márcio tá falando uma verdade. As bandas de Sergipe se acham muito importantes (podem se doer, voces nao sao revolucionarios). Aqui tem muita coisa boa, mas não é por falta de visibilidade que a maioria não cresce. É por falta de qualidade. Mesmo as bandas mais profissionais aqui não tem consistência em suas composições, algumas músicas são muito boas e grande parte não agrada.
    É também por falta de comunicação com o seu público. Sabem Mozart né? Genio né? Pois, foi o primeiro músico Pop, fazia músicas pensando em seu público e não no seu umbigo. É possível fazer músicas boas pro umbigo e pro público. Se voce quer realização artística, faça pra si, se quer se comunicar com as pessoas, faça pro público. Projeto Verão é um evento de música Pop. Não chega a ser de massa, não atinge o povão, mas atinge boa parte da classe média. Agora me digam, que parcela dessa mesma classe média gosta das músicas da Maria Scombona? Da Patrícia Polayne? É só por falta de visibilidade mesmo? Ou vocês querem mesmo lotar a orla de Atalaia com Ferraro Trio tocando no palco principal? Qual é né? Projeto verão é música entretenimento, coisa que uma banda como Paralamas sabe fazer muito bem, e com qualidade artística, coisa que a maria scombona soube fazer em algumas músicas, coisa que a naurêa fez muito bem e depois estagnou no tempo.
    Teve um evento na sementeira que foi ótimo, não lembro o nome, várias bandas sergipanas de qualidade. Mas as bandas são sergipanas, tocam sempre por aqui. Projeto Verão é pra trazer bandas de fora mesmo. Só concordo que as bandas sergipanas profissionais tem que ser colocadas no mesmo patamar das atrações de outros estados, e o que fizeram com a patrícia polayne foi ridículo. Apesar de gostar de poucas coisas dela, é uma artista local que merece respeito. Mas muitos são amadores mesmo e tem que trabalhar muito ainda pra querer tocar junto dos paralamas.
    E falando ainda em qualidade, são poucas bandas de nível profissional, mesmo sem levar em conta a questão da comunicação com o público. Imagine todo ano ver Chico Queiroga e antonio rogerio, patricia polayne, cataluzes, the baggios, mamutes, plastico lunar, ferraro trio,maria scombona, naurea e mais alguns poucos. Nem mesmo o pessoal que vai religiosamente aos seus shows iria aguentar. Sergipe tem uma produção cultural boa, mas a coisa ta muito incipiente ainda. Veja, talvez o problema de aracaju seja sua virtude. A galera aqui gosta muito de música, fazem coisas bem feitas, mas não atingem um público maior.
    Tem ainda a questão da fantasia de sucesso dos artistas daqui. Acham que vida de músico tem que ser glamourosa, com shows lotados. Mas a realidade é que na própria casa, as bandas sempre tocam em lugares pequenos. Alguns poucos conseguem casas lotadas, sendo a maioria músicos de entretenimento, ou artistas com muitos anos de estrada.
    Só queria deixar claro que em Sergipe já se tornou cultura ficar chorando e reclamando. Reclamando da falta de apoio, do Precaju, reclama-se de tudo. Tem uma galera fazendo, mas tem muita gente chorando. O pessoal que chega de fora e vê a qualidade dos músicos fala sempre isso. Aqui tem bons artistas, mas o povo chora demais. Vão tocar, compor, se não der pra viver de música, vão trabalhar e toquem quando der.
    Parece que os músicos aqui acham que é mágica, basta martelar na cabeça do povo uma coisa que o povo vai acabar engolindo. Vamos martelar música sergipana que o povo vai acabar gostando. Vamos martelar rocknroll setentista retrô feito em Sergipe que o povo vai gostar. Melhor ainda, o povo não gosta de banda de pífano porque banda de pífano não tem visibilidade! Foi-se o tempo em que isso funcionava. Com o acesso a cultura que agente tem hoje, ou o músico se contenta com o público especializado ou parte para a massa. Música não é só música, tem que comunicar com o estilo de vida das pessoas, com o que tá acontecendo. “Ah, mas o que tá acontecendo é porcaria”. Faça porcaria com qualidade. Ou então fique aí, tocando para as mesmas pessoas e chorando na internet.

    Comentário por Bilu — janeiro 26, 2012 @ 3:28 pm

  20. Lembrando aos incautos: EDUCAÇÃO é atribuição delegada pela Consituição Federal ao Estado! 😉

    Comentário por spleencharutos — janeiro 26, 2012 @ 3:33 pm

  21. As bandas sergipanas não “se destacam” porque não têm oportunidade de mostrar seu trabalho pra um publico maior ou não têm oportunidade de mostrar seu trabalho pra um publico maior porque não “se destacam”? qual será o segredo de Tostines?

    Marcio Ferreira, existe um mundo vasto, IMENSO, por aí, além, muito além desse feijão com arroz que você ( e a torcida do Flamengo ) reverencia tanto. Deveria caber ao poder publico mostrar isso ao povo, já que o mercado é sempre regulado pelo apelo comercial puro e simples, mas infelizmente nossos gestores parecem ter caido de vez na vala comum do populismo cultural.

    “Sempre mais do mesmo”, já dizia aquela musica da Legião …

    Comentário por Adelvan — janeiro 26, 2012 @ 3:34 pm

  22. “Faça porcaria com qualidade.” – Bilu, parabéns pela sua elaboradíssima apologia da medocridade.

    Comentário por Adelvan — janeiro 26, 2012 @ 3:40 pm

  23. Mediocridade não Adelvan, realidade. Como eu disse, se não quer ver como funcionam as coisas, fique tocando para as mesmas pessoas e chorando na internet. Tem uma diferença entre como as coisas são e como agente acha que devem ser. “Se você quiser fazer uma música que ninguém nunca ouviu, vai acabar com uma música que ninguém vai querer ouvir” (citação genérica de internet).

    Comentário por Bilu — janeiro 26, 2012 @ 3:47 pm

  24. Já houve um tempo em que Samba era porcaria, em que Rock era porcaria. Vai ver os que criticam o Axé, o Funk, o Forró elétrico, o Arrocha sejam os grandes reacionários de hoje, cumprindo a função dos que antigamente levantavam a bandeira do eruditismo. É um tal de achar ruim tudo que é do povão.

    Comentário por Bilu — janeiro 26, 2012 @ 3:51 pm

  25. E o que é mais engraçado, é a crítica feita ao Samba e ao Rock antigamente, é a mesma feita à música popular de hoje em dia. Samba e rock eram músicas para dançar, assim como Axé, Funk, Forró e Arrocha hoje em dia são música para dançar. Será ainda a velha idéia cristã de que a música tem que ser etérea e que a música para o corpo deve ser evitada? Tem tanta coisa envolvida, não vamos cair na MEDIOCRIDADE e reduzir tudo a dinheiro, porque essa é justamente o pensamento comum, de que o mundo gira em torno de dinheiro.

    Comentário por Bilu — janeiro 26, 2012 @ 3:58 pm

  26. “Se você quiser fazer uma música que ninguém nunca ouviu, vai acabar com uma música que ninguém vai querer ouvir” – se isso não for apologia da mediocridade, é o que ? Bom, deixa pra lá, vou me embora pra Pasárgada (o “underground”), lá sou amigo do rei (meus poucos e bons amigos que produzem musicas “que ninguém vai querer ouvir”)…

    Os dois apologistas do senso comum acima não devem saber e se souberem provavelmente não darão nenhum valor, mas nem todo mundo fica só reclamando e esperando as coisas cairem do céu. Tem gente que vai lá e faz, como nos dois exemplos abaixo:

    http://www.pdrock-sergipe.blogspot.com/2012/01/rota-de-fuga.html
    http://www.facebook.com/pages/Clandestino/161712723939374

    Do It Yourself !!!

    Comentário por Adelvan — janeiro 26, 2012 @ 4:03 pm

  27. O underground é pequeno porque é justamente feito de música que poucas pessoas querem ouvir. Estamos falando de PROJETO VERÃO e não de underground, que conheço muito bem, aliás.

    Comentário por Bilu — janeiro 26, 2012 @ 4:14 pm

  28. ELITISMO. Elitismo maldito, que infesta o nosso mundo e faz com que uma pessoa use um lema punk como DIY pra se vangloriar do seu bom gosto musical, superior à ralé intelectual que só quer pular ao som do Chicletão.

    Comentário por Bilu — janeiro 26, 2012 @ 4:20 pm

  29. rock SEMPRE foi musica pra dançar, também. Depois se multiplicou numa infinidade de variações, algumas, inclusive, etéreas, mas ainda tem muito rock pra dançar por aí, e dos bons – seja batendo cabeça, “pogando” ou sacudindo o esqueleto, mesmo.

    Comentário por Adelvan — janeiro 26, 2012 @ 4:24 pm

  30. Oi Mario e demais,

    Obrigado pelo retorno escrito e por ter nos ajudado a solucionar o problema. Concordo contigo e com Rian a respeito de vários pontos. Infelizmente peguei o barco já bem adiantado e estamos ao mesmo tempo em processo de adaptação e resolução de problemas consequentes de mudanças no planejamento inicial. Sobre o jingle do Verão Sergipe, concordo contigo e acho que esse diálogo precisa ser ampliado para que o evento tenha uma participação expressiva e igualitária entre todas as atrações. Mas quero chamar atenção também que o poder público precisa lidar com um mercado de música em transição violenta e isso reflete nos eventos de muitas formas. Acho esse espaço excelente para comentarmos coisas, mas também acho que precisamos de outro, frente a frente, para construirmos essa gestão da música aqui no estado de forma participativa. Os eventos promovidos pela SECULT é algo que mobiliza bastante, mas não é só isso, música tem muito mais coisa e sei que você sabem disso. Aproveito esse espaço para convidar os interessados que queiram comparecer as reuniões que a SECULT vai estar fazendo com as entidades e agentes da música durante todo o ano com o objetivo de construir pautas comuns dentro da ação da SECULT na área de música. Os interessados em participar, favor mandar e-mail para edezio.aragao@cultura.se.gov.br.

    Comentário por Edézio Aragão — janeiro 26, 2012 @ 4:53 pm

  31. Todo ano é a mesma coisa. Chega verão e todo mundo da palpite. Dai passa o calor da estação e com ele passa também o fervor das cobranças.

    Convido a todos para juntos, focando nas soluções e não nos problemas, pensar coletivamente e durante todo o ano formas e ações para que nas próximas edições de Verão de Sergipe e Projeto Verão as nossas reivindicações sejam atendidas.

    Comentário por Rick Maia — janeiro 26, 2012 @ 5:05 pm

  32. Caríssimo Rian Santos,

    Se “por o dedo na ferida” for isto, então você o fez com maestria!!! Concordo em gênero, número e grau. Perfeito Raio X da situação dos artistas Sergipanos desde sempre, ou melhor, da Cultura Sergipana que está acéfala há muito.
    Por outro lado, quero crer que se os artistas boicotassem este e outros projetos, talvez chamássemos a atenção das autoridades ditas competentes do nosso estado. Aqui tudo é feito de qualquer jeito pra qualquer um, no palco e em baixo dele.
    Não recrimino os artistas e bandas que por ventura participem do referido projeto mas, pelo reconhecimento e peso que tem no meio artístico e fora dele, talvez fosse o caso de “levantar a bandeira” e partir para o front.
    Apesar de não tocar mais, estarei na linha de frente desta batalha onde o vencedor, espero, seja a Cultura no nosso estado.

    Comentário por Ronaldo Heitor — janeiro 26, 2012 @ 5:27 pm

  33. Posição muito bem colocada “Bilu”, sou amiga, admiradora e seguidora de vários artistas sergipanos, e tiro meu chepéu para suas considerações. Infelizmente virou moda reclamar de que não fazem sucesso por falta de apoio do governo, será? Compro os cds e distribuo com alguns amigos que curtem boa música mas que segundo eles “não perdem tempo com os nossos” e sabem o que dizem? “È até que dar para salvar umas duas músicas”…… Realmente achar que produzindo um cd e tocando pra meia dúzia de admiradores/amigos pode lhe garantir espaço em palco principal é piada, aí sim é ridículo. O que precisam de verdade é aprender a REINVINDICAR ao invés de RECLAMAR, mas para isso tem que ter “sustento”, tem que estar seguro e pronto para o desafio. Já vi Reação deixar de tocar inúmeras vezes porque não conseguia nem subir ao palco, e considero uma das melhores bandas e vozes que temos. Falar que estamos cansados das bandas nacionais que vem todos os anos é pura inverdade, faça uma enquete e pergunte quem aprovou a programação do Projeto Verão 2012, pois digo que difícil vai ser excluir O Rappa dela nos próximos anos. Já viu a programação do Festival de Verão de Salvador? Sinceramente, o nosso está muito melhor, não teremos axé, pagode baiano e lá vai, isso já foi no Pré-Caju que é o período para isso. Parabéns FUNCAJU!! E quanto aos nossos músicos sergipanos vamos produzir!!!

    Comentário por Paty — janeiro 26, 2012 @ 5:57 pm

  34. O povo tem o governo que merece, né Paty?

    Comentário por spleencharutos — janeiro 26, 2012 @ 6:21 pm

  35. Rapaz esse blog tá deixando o povo aqui maluco. dizer q Biquini Cavadão é bom e que reciclar músicas batidas e chatas é tá fazendo algo produtivo, tá me zuando!!!

    dizer que axé, forró, arrocha são reacionários, puta merda!!!! é valorizar mesmo o ridículo e dar moral pra um tripanossoma crusis do cumpadre washigton dizer q aqui é o quintal da bahia, vc n se valoriza mesmo né Bilu ???

    rian vc só pecou no frejat q tem um bom trabalho com discos solos legais e um show legal, mas tb tem coisa melhor pra se mostrar.

    e de tudo q eu li aqui e q vcs estão com toda a razão é a eterna choradeira q temos aqui, mas isso tá mudando.

    Comentário por leo — janeiro 26, 2012 @ 7:06 pm

  36. Acho muito bom este desabafo de todos. Realmente é foda a gente ter que tocar na Rua da Cultura de graça para poder participar dos eventos da Secult e Funcaju. Quem não sabe isso em Sergipe? O bom é que os blogs e redes sociais estão divulgando esta quadrilha instalada na cultura de Sergipe. Nossas bandas do interior nem têm o direito de tocar, a não ser que tenha passado pelo crivo do Lindemberg. Eu também quero um Cargo em Comissão no Estado ou na Prefeitura de Aracaju para poder levar a nossa música do interior…
    Realmente cada um tem o governo medíocre que merece.

    Comentário por Cristiano Russo — janeiro 27, 2012 @ 5:42 pm

  37. Gente…tô passada aqui… esses dois filósofos aí poderiam até lançar um bloco nesse carnaval “Os filhos do Verão Sergipe”, porque é esse o pensamento que o e-vento vem formatando ao longo desses anos. MEDO. Eita que esse minino, esse Rian, sinto orgulho, sim. Porque, em lugar pequeno, quem é grande, faz história, aparece mesmo. Gosto da discussão aqui e da não unanimidade, também. Gosto de quem não gosta de mim e diz, só não gosto do mau gosto, o que nem se discute aqui. É subjetividade que não interessa..De resto, tudo isso motiva a gente como há muito tempo não se via nessas terras aquecidas pelo sol, esquecidas pelo tempo. Por falar nisso, neste exato momento da discussão, em que Tia irRita passa o seu som por aí, passamos o nosso por cá, na esperança de uma noite de muita música para todos, em todos os cantos e pensamentos. Produzamos aos montes, irmãos! Porque aqueles já etão com a vida ganha. Perdoai, ó Grande Musa! Eles não sabem o que dizem, porque ouvem o que ouvem, por não gostarem do quem conhecem. Perdoai a mim, que sei ler mas num sei contar. E porque aqui é mais tranquilo…mas eu sei que vou pra lá. Sigamos! E Viva La Revolution!!!

    Comentário por patricia polayne — janeiro 28, 2012 @ 7:27 pm

  38. Deixo a sugestão para trazer em 2013 Criolo, Tom Zé e Roberta Sá. De Sergipe defendo o nome de Vicente Coda. Abraço

    Comentário por Zezito de Oliveira — janeiro 29, 2012 @ 2:06 pm

  39. Pessoal,
    Para formar gosto artístico é preciso formação cultural por meio da escola, por isso há dificuldade de levar gente para apreciar música sergipana. É preciso fortalecer projetos culturais que contemple formação e circulação. Sei de poucos projetos que contemplam circulação nas escolas e menos ainda de criação/produção.
    Outro fator importante, são políticas públicas de fomento a produção e circulação de CDs e DVDs, tanto dos novos, como de resgate de gravações de artistas falecidos como Irmão, João Melo, Ismar Barreto e José Augusto Sergipano. Isso forma público e fortalece os que gostam/curtiram os artistas citados.
    Como ação voltada para a formação e difusão de música sergipana, não entendo porque a SECULT não retorna o projeto “prata da casa”, alguns de vocês tem idéia do que se trata, um modelo tipo “Pixinguinha” somente com artistas locais.
    Por último, a questão da comunicação é importante, graças ao modelo de programação do sistema aperipê de rádio e televisão, estamos tendo acesso a música sergipana, como antes nunca visto. Todavia, a programação da FM UFS lembra os tempos da velha FM Aperipê. É preciso que os coletivos e fóruns de cultura pautem a discussão sobre a “confusa” e “ataboalhada” programação da UFS FM.
    Não se esqueçam dos parlamentares sergipanos, não vi ninguém nas redes sócias propor uma conversa dos coletivos e fóruns com eles para discutir a questão das emendas parlamentares, considerando ser esse o principal sustentáculo financeiro do PRÉ-CAJU e que precisam contemplar outras iniciativas.
    Para quem quiser aprofundar o tema produção cultural na escola, recomendo:

    http://www.overmundo.com.br/overblog/o-sergipano-nao-valoriza-o-produto-cultural-local

    http://www.overmundo.com.br/overblog/fazendo-producao-cultural-na-escola

    Comentário por Zezito de Oliveira — janeiro 29, 2012 @ 3:15 pm

  40. Comparar Projeto Verão e Verão Sergipe com o Festival de Verão de Salvador é algo totalmente sem sentido, visto que o último, apesar de ter patrocínio de órgãos públicos, é um evento privado. A única semelhança entre eles é ter verão no nome.

    Concordo com as críticas feitas no post!

    Comentário por wille — janeiro 30, 2012 @ 1:14 pm

  41. Acho interessante se tocar nesse assunto mas acho que você deveria falar do favorecimento de algumas bandas de amigos de “autoridades” da cultura sergipana, que vertem “nosso” dinheiro impostos em viagens nacionais e internacionais com o pretexto de divulgar a “cultura sergipana”quando na verdade estão apenas divulgando seus trabalhos não dando a mesma oportunidade a outros artistas que fazem trabalhos há muitos anos mas por não ter penetração política simplesmente caem em esquecimento total dos eventos promovidos pelo estado/município.

    Comentário por Lucas Bolivar — janeiro 30, 2012 @ 4:50 pm

  42. Por falar nisso, Lucas, será que o testa de ferro do Aragão já negociou as passagens da banda dele para a Europa este ano? Porque se não for o pai Déda e tio Edvaldo nogeira a tal banda não toca!

    Comentário por Ricardo — janeiro 30, 2012 @ 10:11 pm


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