Spleen e charutos

junho 2, 2011

Você precisa ouvir novas canções

Filed under: Spleen — spleencharutos @ 9:36 pm

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

Além das quatro paredes da inspiração

Lá se vai mais de ano desde que o cantor e compositor Deilson Pessoa prometeu anunciar o lançamento de seu segundo trabalho. Mas o tempo – aquele mesmo que constrói a saudade e também é responsável pelo naufrágio da memória –, se encarregou de apontar o dedo para o poeta e contrariar a expectativa dos mais espertos, ansiosos pra saber o que o cabra andava aprontando entre as quatro paredes da inspiração.

Em relação ao compromisso de surpreender os incautos, entretanto, nenhuma vírgula pode ser riscada. A julgar pelo punhado de canções colocadas à disposição no sítio do Toque no Brasil, Pessoa parece ter se decidido pelo melhor caminho a seguir e, ao contrário do que ficou patente em seu disco de estréia, pontuado por tiros para todos os lados, encontrou a identidade musical expressa no batismo do rebento que ainda aguarda o trauma do parto – “Eu, quem?”.

Parte do mérito pela qualidade das canções que serão apresentadas no show desta semana – que ainda conta com apresentação da banda Elisa e do violonista Alberto Silveira, revelado na última edição do Festival de Música da Aperipê – deve ser creditada à liberdade com que o time de músicos convidados para tomar parte na banda de Pessoa, um cantor limitado, puderam trabalhar.

Embora as digitais do tecladista Theo Lins, que também assina a direção musical do projeto, estejam marcadas em cada uma das canções, é possível vislumbrar, por exemplo, a pegada do guitarrista Allen Alencar, que se derrama em timbres e riffs como quem reivindica atenção. A empolgação com que se refere ao projeto o denuncia.

O mesmo pode ser dito do resto da banda. O baixo de Fabinho Snoozer dispensa apresentações, e a competência de Dudu Prudente, que assume as baquetas no show abrigado pelo Capitão Cook, já foi atestada por alguns dos maiores valores da música sergipana.

Entre as músicas da safra mai recente do compositor, chama atenção uma parceria com Alex Sant’anna, registrada na canção “O tempo”, e a participação da cantora Monara, que empresta a beleza de sua voz à “Velha marcha do rasgadinho”. Eu não tenho bola de cristal para adivinhar como essas canções vão funcionar no palco, prova dos nove para qualquer artista. A promessa, no entanto, é de uma noite memorável, daquelas que faz uma música nos acompanhar pra sempre.

Serviço:

Local: Capitão Cook (próximo ao farol da Coroa do Meio)
Data: 04 de junho
Hora: 23 horas

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2 Comentários »

  1. Qd ouvi Deilson, no Sergipe Finest, achei a música dele estranha, mas ao mesmo tempo, senti uma atração por aquela melodia. Ganhei o primeiro disco dele, que eh bem violão, pelas mãos do próprio. Esse novo vem carregado de Allen, então, acho que vai valer muito a pena. Viva a Deilson.

    Comentário por Marreta — junho 3, 2011 @ 2:41 pm

  2. Faltou mencionar isso no artigo. A música do cabra não é fácil de assimilar mesmo, não. Mas perseverança é uma palavra linda, e sempre nos rende boas surpresas.

    Comentário por spleencharutos — junho 3, 2011 @ 3:55 pm


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