Spleen e charutos

abril 1, 2010

Plástico Lunar no Abril Pro Rock

Filed under: Spleen — spleencharutos @ 7:43 pm

Julico e Léo Airplane, numa mistura bastante salutar de Beatles e Hendrix

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

O Capitão Cook é cenário de milhares de fotografias. A maior parte desses registros se encontra espalhada pelos recintos cardíacos dos malucos sergipanos. Aquelas quatro paredes, que já viram de tudo, no entanto, ainda podem se deslumbrar. Pelo menos é no que apostam os veteranos da Plástico Lunar, que realizam uma última apresentação no templo informal de nosso underground, amanhã à noite, antes de arrumar as malas para conhecer os trinta minutos mais importantes de sua trajetória no palco do Abril Pro Rock. Eu conversei com o guitarrista Júlio Andrade para conhecer a expectativa da banda. Eles estão cientes de que agora é daqui pra frente.

Jornal do Dia – Há alguns meses, quando a Plástico se preparava pra mais uma aventura além de nossas fronteiras, nós conversamos a respeito da dificuldade de cavar espaço em outras paragens. Naquela época, lamentamos juntos a ausência de festivais de grande porte em Aracaju, que permitissem um intercâmbio mais intenso com outras cenas do país. Agora, prestes a participar do Abril Pro Rock, sonho de consumo de dez entre dez músicos independentes, o que rola na cabeça de vocês? Será que a participação da Plástico no evento pode abrir portas pro resto de nossa galera se fazer conhecida no país inteiro?

Julico – Eu conheço o Abril Pro Rock desde que comecei a colecionar revistas de rock. Bandas que idolatrava e idolatro passaram por lá. Qualquer cara que se mete numa banda de rock sonha em pisar naquele palco. O Evento é uma grande vitrine. Estamos muito ansiosos. Esperamos que tudo corra bem e que a gente fique bem visto na parada. O que sinto é contentamento e a certeza do reconhecimento do trabalho da banda nesses quase 10 anos de estrada.

JD – Embora seja um admirador declarado da Plástico, como qualquer maluco com um pingo de juízo, sempre critiquei uma suposta ausência de compromisso da banda com seu próprio trabalho. O convite para participar do festival me obriga a engolir essas ressalvas, ou alguma coisa mudou nesse meio tempo? Como surgiu o convite para participar do Abril Pro Rock?

Julico – No último ano a banda se movimentou mais, produziu mais e se apresentou em festivais de grande porte, o que fez com que a gente mostrasse a cara no circuito independente nacional. O Paulo André já sacava a Plástico, namorava a banda, e tinha esperança de nos colocar pra tocar no festival. Somente agora, no entanto, com o disco (Coleção de Viagens Espaciais) em mãos, depois da experiência acumulada em outros festivais, ele teve certeza de que queria a gente lá.

JD – O show do Abril Pro Rock vai ser calcado no “Coleção de Viagens Espaciais”, ou a galera que se mandar pra Hell Cife vai ter alguma surpresa? A Plástico tem planos para lançar algum trabalho novo nos próximos meses? Depois de tanto tempo com o mesmo repertório, vocês ainda têm fôlego para compor?

Julico – Agente vai apresentar algumas composições novas, mas a maioria do repertório será baseado em nosso disco, pois ele ainda não foi explorado devidamente fora de Sergipe. Aqui, a turma pode conhecer as músicas de trás pra frente, mas para outros lugares o disco é uma novidade. Mesmo assim, securentos que somos, não deixaremos de apresentar musicas novinhas em folha.
Pretendemos iniciar as gravações do novo disco no segundo semestre. Já estamos com 90% do disco pronto.

JD – Quando a gente se dedica à tarefa ingrata de descrever o som da Plástico, obviedades como a sonoridade calcada nas décadas de 60 e 70 possuem lugar cativo. Acontece que trocentas bandas possuem as mesmas influências e podem ser definidas da mesma maneira. O que existe de tão especial no som da Plástico?

Julico – Eu, particulamente, acho que a Plástico é uma banda com composições muito ricas, pois cada membroi da banda compõe do seu jeito. Eu faço meus sons mais hendrixianos; o Junior puxa mais para o Rock Progressivo; Daniel já é um cara baladeiro, que também explora muitos riffs e melodias psicodélicas sessentistas, e por aí vai. Cada música é uma história. Acho que isso torna um disco ou um show menos cansativo.

JD – Daniel realmente abandonou a banda? O que muda na Plástico com a nova formação?

Julico – A ausência de Daniel nos forçou a compor mais, até porque tem algumas músicas que tocávamos só colam com o vocal dele. Então Junior começou a tirar suas músicas do baú, eu comecei a apresentar outras composições, e seguimos andando. Mas Daniel ainda é uma interrogação. Não acredito que ele abandonou a Plástico. De repente, ele pinta por aqui novamente.

JD – O que a galera pode esperar do show dessa noite? Será que a gente pode encarar a apresentação como uma prévia do que a banda vai mostrar em Hell Cife?

Julico – Nesse show agente vai apresentar duas músicas novas, que já é uma boa novidade. Ele será bem maior que no Abril, pois lá só teremos 30 min para mandar nosso recado. Mas grande parte das novidades que apresentaremos mo Festival vão ser testadas no show no Capitão Cook.

*Foto: Fernando Correia

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