Spleen e charutos

março 23, 2010

Ruy Andrade comemora dez anos de Aracaju

Filed under: Spleen — spleencharutos @ 7:23 pm

Recortes de ferros dobrados que reafirmam o compromisso citadino com a modernidade

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

O artista plástico Ruy Andrade está completando dez anos de Aracaju, período suficiente para que a geometria bem definida de nossas ruas o convencesse de que a capital sergipana reúne as condições necessárias para se transformar numa verdadeira galeria a céu aberto. Ruy faz parte de uma nova geração de artistas bastante inquietos, que sobrepõem ousadia e muita criatividade ao acanhamento provinciano com que os gestores públicos e parcela considerável do empresariado local observam o investimento em cultura.

Os primeiros passos do artista baiano entre nós pisaram a certeza de que venceria o desafio. “Embora ainda me divida entre Aracaju e Salvador, onde já tinha construído uma história bem interessante, depois de quinze anos de mercado na Bahia, observei que aqui existia um mercado a ser explorado”.

Hoje, o trabalho de Ruy Andrade pode ser encontradas em diversos pontos da cidade, enriquecendo a paisagem com o reflexo do tumulto urbano materializado em esculturas de grandes dimensões, recortes de ferros dobrados que reafirmam o compromisso citadino com a modernidade.

Apesar disso, ainda há muito terreno para ser conquistado. O artista adverte que Aracaju não possui um único museu dedicado à arte moderna e contemporânea, e que apesar dos esforços pontuais de alguns personagens, as vias públicas permanecem despidas de arte. Ruy Acredita que este quadro triste acaba comprometendo o desempenho da capital em áreas vitais para o seu desenvolvimento, a exemplo da economia e do turismo.

“É impressionante! Com tanto artista talentoso, Sergipe não possui sequer um nome de expressão no cenário nacional. O poder público precisa acordar e compreender que a produção cultural enriquece a todos”.

O artista sonha com o desenvolvimento de projetos coletivos que dêem conta das lacunas insistentes no mercado de artes sergipano e revela que já tentou vender a idéia. Segundo ele, basta que o poder público acene com alguma boa vontade pra tudo acontecer.

“Eu acredito, por exemplo, que Aracaju poderia se transformar na capital nacional da escultura. Já pensou no retorno que um investimento desse porte teria para o município?”, questionou, deixando o mistério no ar.

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