Spleen e charutos

setembro 6, 2009

Os calos do artista

Filed under: Spleen — spleencharutos @ 5:21 pm
O trabalho de Fábio Sampaio parando o trânsito, literalmente

O trabalho de Fábio Sampaio parando o trânsito, literalmente

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

“Se eu soubesse o que é arte, não diria a ninguém”. A citação foi feita por Anderson Camilo, durante a birita que rolou depois da intervenção mais recente do artista plástico Fábio Sampaio. O convite chegou por e-mail, intimando este escriba, entre outros amigos do rapaz, a emprestar o corpinho asqueroso, moldado nas bodegas mais suspeitas da cidade, a uma causa nobre como nunca seremos. Para mim, além disso, foi uma oportunidade inestimável de falar besteira e dar risada com alguns dos maiores personagens de nossa arte contemporânea.

Fábio acreditava que Conelizados seria somente mais uma intervenção do Projeto “Interacidade”, que vem sendo desenvolvido desde o distante 2001, e deverá ilustrar um catálogo com o conjunto de sua obra nos próximos meses. Mas o fato é que o artista acabou reafirmando uma visão particular, que vem caracterizando o seu trabalho.

Além de mobilizar uma dúzia de malucos, que no último sábado deram as mãos e interromperam o trânsito nas duas pistas da avenida que dá acesso ao Shopping Jardins, chamando atenção dos transeuntes para a importância do respeito à faixa de pedestres, o artista reiterou a crença na função social que, ao que parece, está atrelada à maneira como ele enxerga o papel do artista.

“A intervenção tem a função de alertar as pessoas, de uma forma divertida e participativa, a respeito do crescimento do fluxo de carros na cidade, e a necessidade de um trânsito mais seguro para motoristas e pedestres”.

Corta para o boteco. Quando Camilo encheu a boca de Picasso, na tentativa frustrada de interromper as gargalhadas de Marcos Vieira e João Valdênio, queria desviar o rumo da conversa, que versava sobre o insólito aparecimento de um calo em seu cu. Sem querer, no entanto, ele deu um norte à presente matéria (vou me atrever a chamá-la assim). Fábio Sampaio pode não saber exatamente como definir essa coisa vaga que chamamos de arte, mas já consegue vislumbrar no ofício algum sentido.

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4 Comentários »

  1. Cú,uma palavra tão bela.

    Comentário por Fábio Sampaio — setembro 8, 2009 @ 11:39 pm

  2. O cu é seu, você bota o que quiser nele. No meu, não cabe agudo! rsrs

    Comentário por spleencharutos — setembro 9, 2009 @ 5:33 pm

  3. Pode crer…por esse motivo e,que não cabe gume algum!rsrsrsrsrsr

    Comentário por Fábio Sampaio — setembro 9, 2009 @ 10:41 pm

  4. Eae Rian, gostei da matéria, só lamento que não tenha continuado se atrevendo e chamando-a de “O calo no cu do artista”, alias nada haver mas muito propicio, diante da idéia de que muitas vezes ser artista contemporâneo é ser “o calo no cu de outros artistas” ou no “cú” sei lá ^^ abraço.

    Comentário por Marcos Vieira — setembro 14, 2009 @ 5:07 am


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