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	<title>Spleen e charutos</title>
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		<title>Spleen e charutos</title>
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		<title>Desculpe o auê</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 20:49:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Rian Santos riansantos@jornaldodiase.com.br O governador Marcelo Déda que me perdoe. Cabe sim ao artista, mirante do porvir, esticar os olhos por cima de nossas cabeças, desafiar hábito e lei, para açoitar o rabo preso do progresso. Com violência, ternura, raiva ou afeto. Embora a caricatura do desajustado tenha perdido muito de seu apelo romântico – [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spleencharutos.wordpress.com&amp;blog=1856866&amp;post=1388&amp;subd=spleencharutos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rian Santos<br />
riansantos@jornaldodiase.com.br</p>
<p><div id="attachment_1389" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://spleencharutos.files.wordpress.com/2012/01/rita-baculejo.jpeg"><img src="http://spleencharutos.files.wordpress.com/2012/01/rita-baculejo.jpeg?w=300&#038;h=202" alt="" title="Rita Baculejo" width="300" height="202" class="size-medium wp-image-1389" /></a><p class="wp-caption-text">Pra roqueiro que se preze, algemas não fazem falta nem causam medo</p></div>O governador Marcelo Déda que me perdoe. Cabe sim ao artista, mirante do porvir, esticar os olhos por cima de nossas cabeças, desafiar hábito e lei, para açoitar o rabo preso do progresso. Com violência, ternura, raiva ou afeto.</p>
<p>Embora a caricatura do desajustado tenha perdido muito de seu apelo romântico – um belo dia o mundo levantou da cama com um hálito amargo –, pequenos espasmos de rebeldia continuam provocando alguma reverberação. Rita Lee subiu no palco do Verão Sergipe merecendo uma boa vaia, mas desceu como as meninas que fogem de casa, a mala pesada de ilusões. Do alto de seus quase setenta anos, a velhinha carcomida que esnobou o nosso aplauso chutou a bunda do <em>status quo</em> e se redimiu diante de vinte mil pessoas.  Pra roqueiro que se preze, algemas não fazem falta nem causam medo.</p>
<p><strong>Eu não queria magoar você</strong> – Ao contrário do que insinua a <a href="http://www.divirta.se.gov.br/noticias/nota-de-esclarecimento-sobre-o-show-de-rita-lee-no-verao-sergipe">nota divulgada pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult)</a>, o protesto de Rita Lee não pode ser atribuído a um surto psicótico. Se a altura dos camarotes impediu que as autoridades se dessem conta do que ocorria bem embaixo do nariz delas, aí já são outros quinhentos. </p>
<p>Diferente de Fernando Pessoa, conheço uns três ou quatro que já levaram porrada. Relatos a respeito da valorosa Polícia Militar de Sergipe podem ser colhidos no lombo da arraia miúda, em nome de quem a cantora se manifestou.  É bem verdade que, ânimos exaltados, a celeuma se aproximou temerariamente do caos. A responsabilidade pela balbúrdia, no entanto, não deve ser lançada sobre os ombros de quem se rebelou contra os abusos cometidos, mas ao despreparo do braço armado do Estado. </p>
<p>Foi uma cantora em fim de carreira. Poderia ter sido um bancário, um jornalista ou um pedreiro. Embora a civilidade ensine que a imposição da força é sempre o último recurso, o incidente no Verão Sergipe prova que ninguém está a salvo de um baculejo. </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/spleencharutos.wordpress.com/1388/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/spleencharutos.wordpress.com/1388/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/spleencharutos.wordpress.com/1388/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/spleencharutos.wordpress.com/1388/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/spleencharutos.wordpress.com/1388/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/spleencharutos.wordpress.com/1388/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/spleencharutos.wordpress.com/1388/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/spleencharutos.wordpress.com/1388/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/spleencharutos.wordpress.com/1388/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/spleencharutos.wordpress.com/1388/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/spleencharutos.wordpress.com/1388/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/spleencharutos.wordpress.com/1388/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/spleencharutos.wordpress.com/1388/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/spleencharutos.wordpress.com/1388/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spleencharutos.wordpress.com&amp;blog=1856866&amp;post=1388&amp;subd=spleencharutos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sergipe, ou a casa da mãe Joana</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 20:53:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>spleencharutos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Spleen]]></category>

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		<description><![CDATA[Rian Santos riansantos@jornaldodiase.com.br Quatro edições de Verão Sergipe não foram suficientes para que nossos gestores compreendessem o óbvio: Nós já temos uma cena capaz de sustentar o calendário de eventos do Estado. Não se trata de bairrismo, nem de uma concepção de cultura indiferente às contaminações do mercado. Enquanto insistimos no equívoco de oferecer nossos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spleencharutos.wordpress.com&amp;blog=1856866&amp;post=1380&amp;subd=spleencharutos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rian Santos<br />
riansantos@jornaldodiase.com.br</p>
<p><div id="attachment_1381" class="wp-caption alignleft" style="width: 244px"><a href="http://spleencharutos.files.wordpress.com/2012/01/rita-lee.jpg"><img src="http://spleencharutos.files.wordpress.com/2012/01/rita-lee.jpg?w=234&#038;h=300" alt="" title="Rita Lee" width="234" height="300" class="size-medium wp-image-1381" /></a><p class="wp-caption-text">Rita Lee esnoba Verão Sergipe, mas vai faturar mesmo assim</p></div>Quatro edições de Verão Sergipe não foram suficientes para que nossos gestores compreendessem o óbvio: Nós já temos uma cena capaz de sustentar o calendário de eventos do Estado. Não se trata de bairrismo, nem de uma concepção de cultura indiferente às contaminações do mercado. Enquanto insistimos no equívoco de oferecer nossos palcos de mãos beijadas para os outros, como se os domínios de Serigy fossem a casa da mãe Joana, os artistas que tiram leite de pedra para engrossar o caldo de nossa música disputam os farelos abandonados no chão.</p>
<p>Quem quiser que se vire para manter a fervura da cadeia produtiva acesa. No que depender dos eventos promovidos pela administração local (Governo de Sergipe e Prefeitura de Aracaju), a profícua produção musical sergipana permanecerá relegada a palcos menores, preenchendo os intervalos da programação. </p>
<p><strong>It’s all entertainment</strong> – Brecha é diferente de espaço. Como bem observou Henrique Teles, da Maria Scombona, a proporção de artistas locais x nacionais na programação do Verão Sergipe está invertida. Embora a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) tenha acertado mais uma vez ao publicar edital selecionando os artistas que se apresentarão na Arena Multicultural do Verão Sergipe (a Funcaju, responsável pelo Projeto Verão, não fez nem isso), comete um pecado imperdoável ao transformar o principal palco do evento numa vitrine de tudo o que não interessa mais na música brasileira. A esnobada que a ex-mutante Rita Lee deu em nossos caciques fala por si.</p>
<p>É como se nossos gestores tivessem parado no tempo. Há quatro anos, os mesmos nomes são contratados a peso de ouro e se revezam diante de um público que periga sucumbir ao cansaço. Margareth Menezes, por exemplo, já se apresentou no Verão Sergipe em 2010. De lá pra cá, não produziu nada que justificasse o convite realizado agora. Os Paralamas do Sucesso se apresentam em evento promovido com o nosso dinheiro pela terceira vez. O Biquine Cavadão não pode ser considerado novidade – uma banda morta, que arrasta a própria carcaça desde o início da última década do século passado. O mesmo pode ser dito do cantor e compositor Frejat, que vem se esmerando na arte de afogar a própria biografia num copo raso de água com açúcar.  E por aí vai&#8230;</p>
<p>Atencioso e crítico, o cantor e compositor Deilson Pessoa, que integra o coletivo de músicos Serigy All Stars, se manifestou em nome do Fórum de Música de Sergipe. “Nem entro no mérito subjetivo do gosto. Somente me pergunto: por qual necessidade se repetem nomes de artistas nacionais nos eventos de um país tão rico em atrações musicais de grande e médio porte? Há pouco, em 2008, Rita Lee veio embolsar a grana de um reveillon aracajuano. Novamente está de volta, agora pelo Verão Sergipe. Parece que trocou cadeira com Daniela Mercury, que esteve nas edições do próprio Verão Sergipe em 2009 e 2010, e retornou agora para brindar um &#8216;troquinho&#8217; em nosso reveillon”.</p>
<p>O pior é que o apreço demonstrado pela música local na hora de compor a programação desses eventos se estende ao tratamento dispensado até que o músico finalmente pise no palco. Esta semana, as redes sociais serviram de canal para que os descontentes desabafassem. O produtor Mário Eugênio, profissional respeitado, com diversos serviços prestados à música sergipana, está entre os que soltaram o verbo.</p>
<p>“A produção do Verão Sergipe acabou de me ligar e disse que só tem duas vans pra fazer o translados das bandas locais. Desta forma, temos que ir 13h e ficar direto até a hora do show, que será 1h da manhã. Que tal ficar 12h na labuta pra fazer o show? Tenho certeza de que as bandas de fora ficam com transporte a disposição”.</p>
<p>Segundo a Secult, tudo não teria passado de um ruído na comunicação entre os produtores do evento e o profissional citado. No entanto, não seria a primeira vez que os músicos locais reclamam de descaso no back stage. Se esse estado de coisas permanecer inalterado, melhor os poderosos se acostumarem com o barulho das vaias. Ano passado, o incidente que culminou na interrupção do show de Patrícia Polayne no Verão Sergipe motivou reações apaixonadas e ofereceu oportunidade para que os gestores de nossa cultura fizessem uma auto crítica. O tratamento dispensado aos artistas sergipanos estaria à altura do trabalho apresentado no palco? A julgar pelos acontecimentos mais recentes, parece que não.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/spleencharutos.wordpress.com/1380/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/spleencharutos.wordpress.com/1380/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/spleencharutos.wordpress.com/1380/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/spleencharutos.wordpress.com/1380/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/spleencharutos.wordpress.com/1380/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/spleencharutos.wordpress.com/1380/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/spleencharutos.wordpress.com/1380/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/spleencharutos.wordpress.com/1380/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/spleencharutos.wordpress.com/1380/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/spleencharutos.wordpress.com/1380/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/spleencharutos.wordpress.com/1380/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/spleencharutos.wordpress.com/1380/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/spleencharutos.wordpress.com/1380/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/spleencharutos.wordpress.com/1380/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spleencharutos.wordpress.com&amp;blog=1856866&amp;post=1380&amp;subd=spleencharutos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Além da própria fórmula, a naurÊa</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 21:19:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>spleencharutos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Rian Santos riansantos@jornaldodiase.com.br Coloque as mãos nos bolsos. Revire os coitados pelo avesso. Se você não encontrar mais do que dois tostões furados, as moedas do pão, é provável que seja daqueles para quem o amanhã não interessa. Os perdulários sabem que o homem é o momento. Aqui e agora. Ponto final. No entanto, quando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spleencharutos.wordpress.com&amp;blog=1856866&amp;post=1376&amp;subd=spleencharutos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rian Santos<br />
riansantos@jornaldodiase.com.br</p>
<p><div id="attachment_1377" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://spleencharutos.files.wordpress.com/2012/01/furdunc3a7o.jpg"><img src="http://spleencharutos.files.wordpress.com/2012/01/furdunc3a7o.jpg?w=300&#038;h=294" alt="" title="Furdunço" width="300" height="294" class="size-medium wp-image-1377" /></a><p class="wp-caption-text">Músicos de mão cheia, com sangue no olho e cabelo na venta</p></div>Coloque as mãos nos bolsos. Revire os coitados pelo avesso. Se você não encontrar mais do que dois tostões furados, as moedas do pão, é provável que seja daqueles para quem o amanhã não interessa. Os perdulários sabem que o homem é o momento. Aqui e agora. Ponto final. No entanto, quando tratam das provocações propostas à sensibilidade alheia, mesmo os mais expansivos apreciam a economia dos gestos. É certo que caixão não tem gaveta, mas quem vive de beliscar os nervos dos outros não precisa gastar todas as cartas numa jogada só. </p>
<p>O maior trunfo da naurÊa não reside no elogio ao gozo e à fruição, no tecido puído da experiência que amamenta  o lirismo das composições assinadas por Alex Sant’anna e Márcio de Dona Litinha. Há muitos coelhos nessa cartola, outros truques guardados na manga. É nas seis cordas do guitarrista Abraão Gonzaga, por exemplo, que a mágica acontece. São as palmas das mãos de Betinho Caixa D’água que sacodem o furdunço.</p>
<p>Evidente, esta é somente a opinião de um jornalistazinho. É possível que os próprios músicos atribuam a disposição da galera que gasta as canelas na frente do palco a fatores mais relevantes. Ocorre que o apelo da zabumba maltratada por Márcio, a marcação ensandecida do sambaião, não encerram as virtudes da banda – uma reunião de músicos de mão cheia, com sangue no olho e cabelo na venta, que buscou na exaltação da alegria o seu principal motivo. </p>
<p>Às vezes, o que não salta aos olhos faz muita diferença. Vai ver que já estava lá pra quem quisesse ver. Em Furdunço (2011), entretanto, ficou muito evidente, ao menos para este escriba, que os beats da naurÊa, a algazarra exaltada pelas suas composições, só funcionam por causa de um todo orgânico, quase altruísta, que trabalha a serviço da composição. Do próprio disco, eles falam melhor do que ninguém (leia abaixo), mas fica aqui registrada a satisfação de um aficionado.  Tranquilizado por riffs e batuques, em verdade vos digo, a naurÊa não é só  uma fórmula.</p>
<p><strong>Furdunço</strong> – Bagunça. Celebração. Forró. Completando 10 anos, a Naurêa presenteia seus fãs com o primeiro volume do álbum box All Gazaha: Furdunço. São três músicas inéditas e três remixes – dos djs Dolores, Lucio K e Kaska.</p>
<p>A ideia agora é investir em álbuns periódicos que serão lançados a cada três meses. Cada pedaço dessa All Gazaha contará com músicas inéditas, com artista de renome internacional, contribuindo com o trabalho da Naurêa (neste primeiro volume, Dj Dolores e Dj Lucio K – nos próximos virão surpresas) e com artes visuais que no final do projeto em Junho formarão o mosaico da algazarra.</p>
<p>Com isso a banda dá um passo largo para novas possibilidades e, dentro de uma nova estética que tomou conta do mundo, criará obras abertas que estarão sendo trabalhadas durante um ano inteiro.</p>
<p>Furdunço será o início desta confusão que mixará sabores sonoros, línguas e linguagens. A faixa inicial do ep já dá mostras do que será feito este novo trabalho: Bate beat, um trocadilho globalizado das brincadeiras de roda com o universo do pop dançante, do pirulito que bate-bate ao beat it que já bateu.</p>
<p>A segunda faixa vai à salsa de Célia Cruz ao samba de Clara Nunes passando pela deliciosa lambada de Michel Nerplat (aquele do Wi Pi Ti Pi Ti). A terceira nos leva ao afrobeat, ao R&amp;B e samba de roda e de pareia – minha vida é viver e brincar.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/spleencharutos.wordpress.com/1376/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/spleencharutos.wordpress.com/1376/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/spleencharutos.wordpress.com/1376/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/spleencharutos.wordpress.com/1376/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/spleencharutos.wordpress.com/1376/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/spleencharutos.wordpress.com/1376/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/spleencharutos.wordpress.com/1376/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/spleencharutos.wordpress.com/1376/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/spleencharutos.wordpress.com/1376/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/spleencharutos.wordpress.com/1376/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/spleencharutos.wordpress.com/1376/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/spleencharutos.wordpress.com/1376/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/spleencharutos.wordpress.com/1376/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/spleencharutos.wordpress.com/1376/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spleencharutos.wordpress.com&amp;blog=1856866&amp;post=1376&amp;subd=spleencharutos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Maneco planeja rota de fuga do Pré Caju</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 20:07:42 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Rian Santos riansantos@jornaldodiase.com.br Ninguém vai me empurrar a própria alegria goela abaixo. Pouco afeito aos tambores trazidos a peso de ouro da Bahia, o Tio Maneco Botequices preparou uma rota de fuga para os sobrinhos e nos oferece uma alternativa pra lá de interessante para quem não faz do ouvido penico e prefere valorizar a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spleencharutos.wordpress.com&amp;blog=1856866&amp;post=1367&amp;subd=spleencharutos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rian Santos<br />
riansantos@jornaldodiase.com.br</p>
<p><div id="attachment_1368" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://spleencharutos.files.wordpress.com/2012/01/julico.jpg"><img src="http://spleencharutos.files.wordpress.com/2012/01/julico.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" title="Julico" width="300" height="200" class="size-medium wp-image-1368" /></a><p class="wp-caption-text">O meu ouvido não é penico. E o seu?</p></div>Ninguém vai me empurrar a própria alegria goela abaixo. Pouco afeito aos tambores trazidos a peso de ouro da Bahia, o Tio Maneco Botequices preparou uma rota de fuga para os sobrinhos e nos oferece uma alternativa pra lá de interessante para quem não faz do ouvido penico e prefere valorizar a prata da casa ao invés de descer até o chão, obediente aos apelos despejados de cima do trio. Durante o Pré Caju 2012, só vai ouvir porcaria quem não conseguir ultrapassar a faixa de gaza transportada para a Avenida Beira Mar, ou realmente fizer questão de sacodir o corpo feito criança. </p>
<p>Enquanto um lado da cidade ferve ao som dos pracatuns baianos, o Tio Maneco oferece palco, holofote e a atenção da galera para a molecada que faz barulho aqui mesmo em nossa aldeia; Gente que vem colecionando críticas entusiasmadas em alguns dos principais veículos dedicados à música país afora, apesar da miopia escandalosa da imprensa local.Isso tudo sem um tostão de dinheiro público. O tio garante.</p>
<p><strong>Programação</strong> &#8211; No dia 19 (quinta-feira), abrindo os trabalhos da casa, Júlio Andrade (leia-se The Baggios) executa um repertório de classic rock e blues. Numa relax, numa tranqüila, numa boa. </p>
<p>No dia 20 (sexta-feira), é hora de revirar o baú de memórias. Quem foi adolescente na Aracaju dos anos 90 com certeza ainda guarda aquela fita k7 da banda Snooze. Quem não conhece, não pode perder esta oportunidade. Com influências de Sonic Youth, Weezer, Yo La Tengo, entre outros, a Snooze faz um som atemporal. </p>
<p>Já no dia, 21 (sábado), Plástico Lunar, pela primeira vez no boteco. É isso mesmo, as canções que fizeram a cabeça do público do Psicodálica (SC), a exemplo de ‘Formato cereja’, ‘Sua casa seu paletó’, e muitos outros sucessos, regados a cerveja gelada, no conforto do boteco mais esperto da cidade.</p>
<p>Verão, três dias, e uma rota de fuga. Isso tudo, não custa repetir, sem um tostão de dinheiro público. O tio garante.</p>
<p><em>Foto: Cássio Abreu</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/spleencharutos.wordpress.com/1367/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/spleencharutos.wordpress.com/1367/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/spleencharutos.wordpress.com/1367/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/spleencharutos.wordpress.com/1367/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/spleencharutos.wordpress.com/1367/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/spleencharutos.wordpress.com/1367/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/spleencharutos.wordpress.com/1367/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/spleencharutos.wordpress.com/1367/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/spleencharutos.wordpress.com/1367/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/spleencharutos.wordpress.com/1367/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/spleencharutos.wordpress.com/1367/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/spleencharutos.wordpress.com/1367/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/spleencharutos.wordpress.com/1367/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/spleencharutos.wordpress.com/1367/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spleencharutos.wordpress.com&amp;blog=1856866&amp;post=1367&amp;subd=spleencharutos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Cala a boca já morreu!</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 21:47:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>spleencharutos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Spleen]]></category>

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		<description><![CDATA[Rian Santos riansantos@jornaldodiase.com.br A Associação Sergipana de Blocos e Trios (ASBT) está na mira dos artistas sergipanos. O destempero do empresário Fabiano Oliveira – que deu um tiro no pé e interpelou um estudante judicialmente, constrangendo o rapaz a comparecer diante de um magistrado para explicar porque teve a ousadia de compartilhar matéria publicada pelo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spleencharutos.wordpress.com&amp;blog=1856866&amp;post=1360&amp;subd=spleencharutos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rian Santos<br />
riansantos@jornaldodiase.com.br</p>
<p><div id="attachment_1361" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://spleencharutos.files.wordpress.com/2012/01/pre-caju.jpg"><img src="http://spleencharutos.files.wordpress.com/2012/01/pre-caju.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" title="Pre caju" width="300" height="225" class="size-medium wp-image-1361" /></a><p class="wp-caption-text">Nem mesmo o principal provedor da festa reconhece a capital sergipana como destino turístico</p></div>A Associação Sergipana de Blocos e Trios (ASBT) está na mira dos artistas sergipanos. O destempero do empresário Fabiano Oliveira – que deu um tiro no pé e interpelou um estudante judicialmente, constrangendo o rapaz a comparecer diante de um magistrado para explicar porque teve a ousadia de compartilhar matéria publicada pelo Correio Braziliense numa rede social – saiu pela culatra e finalmente tirou a classe da letargia.</p>
<p>O coletivo de músicos Serigy All-Stars está recolhendo as assinaturas dos alforriados para devolver a chicotada do sinhozinho. Eles pretendem apresentar denúncia no Ministério Público Federal questionando a ASBT a respeito da utilização de recursos públicos repassados para a Associação. A suspeita de irregularidades foi levantada por relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), mas a insatisfação com a prévia carnavalesca realizada todos os anos com a bênção da Prefeitura de Aracaju e Governo do Estado de Sergipe vem crescendo há muito tempo, independente de eventuais conflitos com a letra da lei.</p>
<p><strong>Cala a boca já morreu! – A</strong> matéria mencionada, causa e catalizador da indignação dos músicos sergipanos, foi publicada em 16 de dezembro de 2010, sem que qualquer ação judicial tenha sido imposta ao diário. Nela, o jornalista Lucio Vaz explica como a ASBT, uma associação sem fins lucrativos, consegue financiar uma festa privada com um montante milionário, retirado dos cofres do Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares.</p>
<p>De acordo com o Correio Braziliense, Albano Franco (PSDB), Jackson Barreto (PMDB), Jerônimo Reis (DEM), José Carlos Machado (DEM) e Valadares Filho (PSB), além do baiano Emiliano José (PT), então deputados federais, julgaram proveitoso destinar quase R$ 16 milhões para que a ASBT promovesse três edições de uma prévia carnavalesca que afronta claramente uma série de direitos dos cidadãos sergipanos, impedidos de trafegar livremente pelas principais vias da cidade nos dias em que a festa é realizada.</p>
<p>No entanto, a boa vontade dos entes públicos com as empresas que formam o grupo não para por aí. O Pré-Caju foi incluído no calendário turístico e cultural da capital por lei municipal em 1993. Três anos depois, outra lei reconheceu a ASBT como entidade gestora e organizadora do evento. Depois, ela foi agraciada com o certificado de utilidade pública estadual. Hoje, a micareta é reconhecida pelas autoridades como um evento estratégico, uma das principais cartadas para promover o turismo local. Nossos gestores não explicam, contudo, porque depois do investimento vultoso, realizado durante anos a fio, nem mesmo o principal provedor da festa reconhece a capital sergipana como destino apropriado para os visitantes.</p>
<p>Há menos de uma semana, o Ministério do Turismo indicou os 184 destinos para turistas durante a Copa do Mundo de 2014. No Nordeste, só foram contempladas cidades do Maranhão, Rio Grande do Norte, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Bahia e Ceará. O objetivo é aumentar o fluxo turístico e a geração de renda e emprego. Entre os nove estados nordestinos, Sergipe foi o único que ficou de fora. </p>
<p>Para o cantor e compositor Deilson Pessoa, que também integra a direção do Fórum de Música de Sergipe, a iniciativa do Serigy All-Stars já pode ser considerada bem sucedida. Para o coletivo de músicos, importa o exercício da cidadania, o devido respeito à coisa pública, a saúde de nossa democracia. “O espírito do Cacique Serigy com certeza agradece a todos que subscreveram a denúncia que vamos apresentar ao MPF contra a ASBT e a má utilização de dinheiro público na realização dessa festa privada. O que nós, artistas sergipanos, estamos reivindicando é um olhar mais atencioso com a nossa gente e cultura. Só você muda a maneira como é visto”.</p>
<p>É como se os músicos respondessem à tentativa de cerceamento da informação, manifesta na ação movida pelo empresário Fabiano Oliveira, respondendo em alto e bom som: Quem manda em mim sou eu!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/spleencharutos.wordpress.com/1360/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/spleencharutos.wordpress.com/1360/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/spleencharutos.wordpress.com/1360/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/spleencharutos.wordpress.com/1360/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/spleencharutos.wordpress.com/1360/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/spleencharutos.wordpress.com/1360/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/spleencharutos.wordpress.com/1360/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/spleencharutos.wordpress.com/1360/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/spleencharutos.wordpress.com/1360/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/spleencharutos.wordpress.com/1360/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/spleencharutos.wordpress.com/1360/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/spleencharutos.wordpress.com/1360/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/spleencharutos.wordpress.com/1360/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/spleencharutos.wordpress.com/1360/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spleencharutos.wordpress.com&amp;blog=1856866&amp;post=1360&amp;subd=spleencharutos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O lugar de Arthur no cancioneiro sergipano</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 21:01:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>spleencharutos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Spleen]]></category>

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		<description><![CDATA[Rian Santos riansantos@jornaldodiase.com.br Não é fácil abrir mão do opulento. A matrona gorda que faz as nossas vontades desde sempre nos acostumou à extravagância ainda no berço. Os ocidentais amam o exagero, a velocidade e o barulho. A introspecção necessária para virar as páginas de um livro e ouvir um disco de cabo a rabo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spleencharutos.wordpress.com&amp;blog=1856866&amp;post=1354&amp;subd=spleencharutos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_1355" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://spleencharutos.files.wordpress.com/2012/01/seu-lugar.jpg"><img src="http://spleencharutos.files.wordpress.com/2012/01/seu-lugar.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" title="Seu lugar" width="300" height="199" class="size-medium wp-image-1355" /></a><p class="wp-caption-text">Arthur finca bandeira sem negar os seus</p></div>Rian Santos<br />
riansantos@jornaldodiase.com.br</p>
<p>Não é fácil abrir mão do opulento. A matrona gorda que faz as nossas vontades desde sempre nos acostumou à extravagância ainda no berço. Os ocidentais amam o exagero, a velocidade e o barulho. A introspecção necessária para virar as páginas de um livro e ouvir um disco de cabo a rabo acabou sitiada numa vila de anacrônicos pedantes, uma tribo de selvagens apegados a ídolos mortos, de barbas compridas ou cabelos brancos, que dedica seus ritos ao deleite e ao deslumbramento. Para fincar bandeira no cancioneiro local, reivindicando a parte que lhe cabe nesse latifúndio, Arthur Matos (leia-se Nantes) não precisou, contudo, negar os seus.</p>
<p>“Seu lugar” (2012) não é apenas o primeiro lançamento do ano. Em sua estreia solo, Arthur reafirmou a visão do exercício musical como profissão de fé, convicção já muito evidente nos trabalhos lançados pela banda que lidera. Nenhuma concessão. Nesses dois momentos de sua produção como compositor há, entretanto, uma diferença fundamental. Se o primeiro disco da Nantes, gravado aqui mesmo na terrinha, assombrou todo mundo com a parafernália e o requinte ostentado em cada segundo de reprodução, “Seu lugar” encanta pelo despojamento, pela aparente simplicidade empregada nos arranjos e pela intenção manifesta de utilizar a força inerente às próprias composições como alicerce do registro.</p>
<p>“Seu lugar” começa já no climão, com um Lap Steel executado pelo impecável Melcíades Filho (Máquina Blues) na introdução de “A estrada”. Outras participações de peso pontuam as 11 faixas do disco (Fabrício Rossini e Rafael Ramos atacam por todos os lados, e executam de bateria a violino), mas os convidados obedecem sempre à premissa de trabalhar para realçar as intenções do violão executado pelo próprio cantor, esteio harmônico de todo o trabalho, como fazem os músicos que se prezam.</p>
<p>Segundo Arthur, o processo de gravação foi muito tranquilo, literalmente caseiro, o que acabou lhe poupando muito tempo. Entre as sessões necessárias para gravar os vocais (único registro colhido em estúdio), baixos, baterias, percussão (campanella, maracas, pandeirola, tibetan singing bowl), teclas (utilizadas com muita parcimônia) e Lap Steel, não foram gastas mais do que 26 horas.</p>
<p>Também pudera. Arthur segura a onda quase toda nas seis cordas e no gogó. Assim, na maciota, como quem não quer nada, “Seu lugar”, que deverá ser lançado em breve (a data prevista é o próximo dia 21), demarca um quadrado muito particular no vasto território da música popular produzida em Sergipe sem dar muita bola para os apelos e expectativas do gosto médio. Como todos os que fazem alguma diferença, Arthur só dá ouvidos à própria obsessão – no seu caso, a canção.</p>
<p><em>*Foto: Marcelinho Hora</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/spleencharutos.wordpress.com/1354/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/spleencharutos.wordpress.com/1354/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/spleencharutos.wordpress.com/1354/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/spleencharutos.wordpress.com/1354/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/spleencharutos.wordpress.com/1354/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/spleencharutos.wordpress.com/1354/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/spleencharutos.wordpress.com/1354/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/spleencharutos.wordpress.com/1354/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/spleencharutos.wordpress.com/1354/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/spleencharutos.wordpress.com/1354/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/spleencharutos.wordpress.com/1354/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/spleencharutos.wordpress.com/1354/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/spleencharutos.wordpress.com/1354/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/spleencharutos.wordpress.com/1354/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spleencharutos.wordpress.com&amp;blog=1856866&amp;post=1354&amp;subd=spleencharutos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Célio Nunes, diante da porta</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 18:39:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>spleencharutos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Spleen]]></category>

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		<description><![CDATA[Rian Santos riansantos@jornaldodiase.com.br Concisão é tudo nessa vida. Não há razão para ficar dando voltas pelo quarteirão com o endereço rasurado num pedaço de papel, o destino amassado entre cédulas de R$ 2 e maços de cigarros na Babilônia dos bolsos. Diante da porta certa, a maior parte dos autores tem duas alternativas: a campainha [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spleencharutos.wordpress.com&amp;blog=1856866&amp;post=1344&amp;subd=spleencharutos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_1345" class="wp-caption alignleft" style="width: 201px"><a href="http://spleencharutos.files.wordpress.com/2012/01/microcontos.jpg"><img src="http://spleencharutos.files.wordpress.com/2012/01/microcontos.jpg?w=191&#038;h=300" alt="" title="Microcontos" width="191" height="300" class="size-medium wp-image-1345" /></a><p class="wp-caption-text">A elegância da sobriedade</p></div>Rian Santos<br />
riansantos@jornaldodiase.com.br</p>
<p>Concisão é tudo nessa vida. Não há razão para ficar dando voltas pelo quarteirão com o endereço rasurado num pedaço de papel, o destino amassado entre cédulas de R$ 2 e maços de cigarros na Babilônia dos bolsos. Diante da porta certa, a maior parte dos autores tem duas alternativas: a campainha ou  o crime. Poucos, a exemplo de Célio Nunes, chegam com as chaves na mão. </p>
<p>Lançados recentemente pela editora Diário Oficial, os Microcontos de Célio Nunes constituem um elogio à elegância da sobriedade. De um punhado de palavras muito bem distribuídas nasce um universo inteiro, um mundo perfeitamente reconhecível nos rangidos de uma charrete, nos calos de um coração feminino, na língua grande e maliciosa da vizinhança. Alheio a frescuras e arrodeios, Célio Nunes não precisa de mais do que uma página (frequentemente, ainda menos) para destrinchar um rosário inteiro e faz como as matriarcas sentadas nas calçadas de antigamente. Conta a história sem um pingo de deslumbramento.</p>
<p>Para escrever é preciso memória. Nenhum caso prescinde das gasturas do tempo. Nas miudezas de um diálogo singelo, duas moças que quebram o silêncio na praça da Matriz de uma cidade do interior, a voz segura de um narrador que já comeu a poeira de muita estrada. Antes de começar a deitar as palavras no papel numa obra mais consistente, que extrapola o aqui e agora do exercício jornalístico, Célio Nunes mergulhou os pés em muita beira de rio, gastou olhos e ouvidos para reconhecer pessoas, personagens e paisagens. É da vivência que, ao menos na aparência, a sua prosa se alimenta. Por isso o seu trabalho emociona e se impõe, urgente.</p>
<p><strong>O autor</strong> – Célio Nunes trabalhou no jornal da Manhã, Gazeta de Sergipe, Jornal da Cidade e por alguns meses foi colunista do Portal Infonet. Fundou o Sindicato dos Jornalistas de Sergipe, dirigiu a Federação Nacional dos Jornalistas, foi presidente da Associação Sergipana de Imprensa, chefe da Assessoria de Comunicação da Universidade Federal de Sergipe, membro do Conselho Estadual de Cultura e Diretor Administrativo e Financeiro da Segrase, onde também exerceu a presidência na década de 90.</p>
<p><strong>A obra</strong> – Microcontos reúne pequenos contos publicados por Célio Nunes na internet e em uma revista literária de São Paulo ao longo dos últimos 4 anos antes do seu falecimento, ocorrido em setembro de 2009.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/spleencharutos.wordpress.com/1344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/spleencharutos.wordpress.com/1344/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/spleencharutos.wordpress.com/1344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/spleencharutos.wordpress.com/1344/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/spleencharutos.wordpress.com/1344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/spleencharutos.wordpress.com/1344/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/spleencharutos.wordpress.com/1344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/spleencharutos.wordpress.com/1344/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/spleencharutos.wordpress.com/1344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/spleencharutos.wordpress.com/1344/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/spleencharutos.wordpress.com/1344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/spleencharutos.wordpress.com/1344/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/spleencharutos.wordpress.com/1344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/spleencharutos.wordpress.com/1344/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spleencharutos.wordpress.com&amp;blog=1856866&amp;post=1344&amp;subd=spleencharutos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Balde expõe ‘Sobre ansiedade e paciência’</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 19:25:29 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Spleen]]></category>

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		<description><![CDATA[Rian Santos riansantos@jornaldodiase.com.br Einstein era um velhinho sabido. Poucas verdades podem ser vividas de maneira tão sensível quanto a relatividade do tempo. Pois foi amparado por uma relação problemática com a passagem do danado que o fotógrafo Victor Balde concebeu a exposição “Sobre ansiedade e paciência”, que integra a programação do XXI Culturarte, entre os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spleencharutos.wordpress.com&amp;blog=1856866&amp;post=1337&amp;subd=spleencharutos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rian Santos<br />
riansantos@jornaldodiase.com.br</p>
<p><div id="attachment_1338" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://spleencharutos.files.wordpress.com/2011/11/victor-balde.jpg"><img src="http://spleencharutos.files.wordpress.com/2011/11/victor-balde.jpg?w=300&#038;h=166" alt="" title="Victor Balde" width="300" height="166" class="size-medium wp-image-1338" /></a><p class="wp-caption-text">Pendurados nos ponteiros, cada um a sua maneira</p></div>Einstein era um velhinho sabido. Poucas verdades podem ser vividas de maneira tão sensível quanto a relatividade do tempo. Pois foi amparado por uma relação problemática com a passagem do danado que o fotógrafo Victor Balde concebeu a exposição “Sobre ansiedade e paciência”, que integra a programação do XXI Culturarte, entre os dias 18 e 20 de novembro, em Pirambu.</p>
<p>Em pouco mais de uma hora, Balde registrou a maneira como os participantes da última edição do Culturarte, realizada ano passado, se comportavam enquanto esperavam o momento de reivindicar a atenção do público. Nos ponteiros dos relógios, velhos e moços pendurados, cada um a sua maneira. </p>
<p>Foi mais ou menos o que Balde nos explicou, em conversa reproduzida abaixo. “As coisas estão se tornando cada vez mais efêmeras”.</p>
<p><strong>Jornal do Dia</strong> &#8211; Não é quase irônico que profissionais dedicados a &#8220;eternizar&#8221; o momento se detenham com tanto cuidado sobre a maneira como as pessoas lidam com o tempo? É possível compreender a exposição &#8220;Sobre ansiedade e paciência&#8221; como mais um esforço nesse sentido?</p>
<p>Victor Balde – O &#8220;tempo&#8221; é algo sempre presente em meus pensamentos. Seja com a fotografia, ou com uma ampulheta tatuada, sigo tentando fazer cada dia durar mais do que 24 horas. Hora ou outra paro pra pensar sobre o assunto, sobre como muitas coisas estão se tornando cada vez mais efêmeras. Portanto, o objeto do ensaio é algo com o que me identifiquei bastante por já ter sido uma pessoa muito ansiosa. Hoje em dia estou muito mais paciente, e com certeza, uma característica inerente a grande parte dos fotógrafos é a paciência, a espera pelo momento.</p>
<p><strong>JD </strong>- Ao que parece, as fotos que resultaram na exposição foram capturadas em um espaço de tempo muito curto (apenas uma hora). Como foi esse processo? Quando você sacou a câmera já tinha a idéia em mente, ou foram as fotografias, depois de reveladas, que sopraram essa história em seus ouvidos?</p>
<p>Balde – Recebi o convite da Jamyle Argolo, que trampa no Projeto Tamar, e é uma das responsáveis pela organização do Culturarte. Fui pra lá com a câmera, mas sem nenhum foco fotográfico específico. No processo da espera para o início das apresentações foi que percebi os diferentes tipos de reações das pessoas envolvidas e comecei a dar esse direcionamento às fotografias.</p>
<p><strong>JD </strong>– Aracaju tem revelado uma galera massa, determinada a utilizar as lentes das câmeras para traduzir o próprio olhar em imagens. Como a reunião em coletivos, a exemplo do Trotamundos, está interferindo no amadurecimento da linguagem aqui na terrinha?</p>
<p>Balde – Acredito que a conversa/interação seja mais do que essencial no desenvolvimento de qualquer profissional. As iniciativas do Trotamundos são muito importantes, pois promovem a troca de idéias com os seus debates e ações, oferecendo a oportunidade necessária para conhecermos outras pessoas da área e discutir os diversos segmentos fotográficos.</p>
<p><strong>JD</strong> – Você é uma vítima recorrente dos editores de periódicos, que costumam utilizar seu trabalho mas nem sempre lembram de atribuir os devidos créditos. Deve ser uma merda ser confundido com aquele cabra sem graça, que atende pelo nome feio de &#8220;Divulgação&#8221;. Como é se virar com a fotografia aqui em Aracaju? O fotógrafo é um profissional respeitado entre os nossos?</p>
<p>Balde – No caos diário de uma redação (falo pelo que ouço dos amigos que trampam na área) parece que foi adotada uma convenção infeliz. Na hora de creditar as fotos, quando não há certeza a respeito da autoria, basta recorrer pro &#8220;arquivo&#8221; ou &#8220;divulgação&#8221;, o que é uma bosta, visto que já não ganhamos quando as imagens da gente são utilizadas pelo jornal. O  mínimo que merecemos é ter nossos créditos corretos. A negligência com o fotógrafo é uma realidade muito frequente aqui em Sergipe. Em publicações de centros como São Paulo P e Rio de Janeiro isso só ocorre raramente. E o pior, acho que pra mudar isso em Aracaju só depois de rolar um processo. Tomara que eu esteja errado.</p>
<p><strong>JD</strong> – Parece que a exposição vai ser realizada em diversas etapas. Qual a importância de levar esse trabalho além de nosso umbigo? Que espécie de provocação está guardada nesse trabalho?</p>
<p>Balde – A possibilidade de acontecer essa exposição com o financiamento do Projeto Tamar veio em uma hora perfeita. Estava desde o ano passado com uma inquietação/paranóia de que as minhas imagens só atingiam pessoas com acesso à internet, ou quando rolava alguma publicação, ou em alguma galeria de arte. Mesmo juntando essas três possibilidades, a parcela da população atingida é mínima. Com a montagem da exposição em Pirambu, já foi possível ver pessoas comentando que nunca tinham visto uma exposição, e isso pra mim é fantástico. A melhor coisa que a fotografia tem me trazido é isso, poder conhecer pessoas simples que possuem uma essência linda. Senti isso no primeiro dia em que saí pra fotografar (no MST em agosto de 2007) e felizmente, hora ou outra, tenho essa sensação gratificante. As pessoas fotografadas nesse ensaio nunca imaginaram que fossem sair de casa e se ver em fotografias, compondo uma exposição. Isso é massa!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/spleencharutos.wordpress.com/1337/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/spleencharutos.wordpress.com/1337/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/spleencharutos.wordpress.com/1337/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/spleencharutos.wordpress.com/1337/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/spleencharutos.wordpress.com/1337/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/spleencharutos.wordpress.com/1337/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/spleencharutos.wordpress.com/1337/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/spleencharutos.wordpress.com/1337/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/spleencharutos.wordpress.com/1337/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/spleencharutos.wordpress.com/1337/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/spleencharutos.wordpress.com/1337/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/spleencharutos.wordpress.com/1337/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/spleencharutos.wordpress.com/1337/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/spleencharutos.wordpress.com/1337/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spleencharutos.wordpress.com&amp;blog=1856866&amp;post=1337&amp;subd=spleencharutos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Quando o mar não está pra peixe</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 15:09:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Rian Santos riansantos@jornaldodiase.com.br Ossos do ofício. É hora de ouvir um disco ruim. Um disco muito ruim. Para um cara nublado como eu, arrancar o invólucro de plástico que preservava os ouvidos inocentes de um trabalho que se apresenta sob o epíteto de “Rock Praia” exigiu um esforço descomunal, mas todo trampo possui os seus [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spleencharutos.wordpress.com&amp;blog=1856866&amp;post=1332&amp;subd=spleencharutos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rian Santos<br />
riansantos@jornaldodiase.com.br</p>
<p><div id="attachment_1333" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://spleencharutos.files.wordpress.com/2011/11/alapada-rock-praia.gif"><img src="http://spleencharutos.files.wordpress.com/2011/11/alapada-rock-praia.gif?w=300&#038;h=300" alt="" title="Alapada Rock Praia" width="300" height="300" class="size-medium wp-image-1333" /></a><p class="wp-caption-text">Devotados a tudo o que é raso e plácido, eles não se arriscam nunca</p></div>Ossos do ofício. É hora de ouvir um disco ruim. Um disco muito ruim. Para um cara nublado como eu, arrancar o invólucro de plástico que preservava os ouvidos inocentes de um trabalho que se apresenta sob o epíteto de “Rock Praia” exigiu um esforço descomunal, mas todo trampo possui os seus dias difíceis.</p>
<p>É certo que há quem se satisfaça com os riffs d’Alapada, o timbre MTV emulado pelo guitarrista Evandro Schiruder e a dedicação com que a banda reproduz os dogmas de uma indústria decadente, apostando todas as fichas na diluição da linguagem. Não é o meu caso, brodagem tem limite.</p>
<p>Alapada encarna o antípoda de todas as virtudes que permeiam a música produzida sob o céu azul de Aracaju. No registro lançado há poucos dias, contudo, a coerência dos valentes. Os caras não desviam nem por um segundo de seu maior propósito: se adequar a tudo o que a convenção julga mais palatável. Nas 13 faixas do disco, no trabalho gráfico e, sobretudo, nas letras das canções, a evidência de que um mergulho em águas profundas não está entre as pretensões da banda. Devotados a tudo o que é raso e plácido, eles não se arriscam nunca. Afinal, o mar não está pra peixe. </p>
<p>Escute uma faixa de ‘Alapada Rock Praia’. Será como ter ouvido todas as outras. A competência dos músicos Jamessom Santana (baixo), Júlio Fonseca (bateria), o já citado Schiruder e até mesmo do vocalista Escalabre (que cumpre bem o papel a que se propõe); a produção cuidadosa do disco (é preciso reconhecer) é sabotada pela ausência do que, no julgamento dos puristas, sustenta qualquer canção. Sem uma composição decente, meus amigos, não tem instrumentista que dê jeito. </p>
<p>Tudo certo como dois e dois são cinco. O bom é que esse rock ralinho, desenhado para abrigar um solo na hora certa, o apelo do ska no miolo da gravação, já rendeu tudo o que podia. Dose é aturar marmanjo com “atitude roqueira” – tatuagem no braço, piercing na sobrancelha e o resto – entoando versos como “Não dá pra mim/ Não vou sofrer/ Comigo é assim/ Não tem talvez/ Me ame ou me deixe ir/ Se quiser me ter/ É bom provar que é pra valer”. A Calcinha Preta já está aí pra isso&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/spleencharutos.wordpress.com/1332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/spleencharutos.wordpress.com/1332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/spleencharutos.wordpress.com/1332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/spleencharutos.wordpress.com/1332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/spleencharutos.wordpress.com/1332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/spleencharutos.wordpress.com/1332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/spleencharutos.wordpress.com/1332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/spleencharutos.wordpress.com/1332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/spleencharutos.wordpress.com/1332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/spleencharutos.wordpress.com/1332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/spleencharutos.wordpress.com/1332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/spleencharutos.wordpress.com/1332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/spleencharutos.wordpress.com/1332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/spleencharutos.wordpress.com/1332/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spleencharutos.wordpress.com&amp;blog=1856866&amp;post=1332&amp;subd=spleencharutos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Os homens de preto do Sescanção</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 17:55:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Rian Santos riansantos@jornaldodiase.com.br Não lembro a última vez em que vesti um terno. Há no corte de alguns tecidos certa mesura, uma espécie de austeridade que exige um juízo elevado para se ajustar ao corpo. Na pessoa errada, o pano sempre falta ou sobra, feito as fantasias de circo – um exagero de brilhos sob [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spleencharutos.wordpress.com&amp;blog=1856866&amp;post=1325&amp;subd=spleencharutos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rian Santos<br />
riansantos@jornaldodiase.com.br</p>
<p><div id="attachment_1326" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://spleencharutos.files.wordpress.com/2011/10/sesccancao001.jpg"><img src="http://spleencharutos.files.wordpress.com/2011/10/sesccancao001.jpg?w=300&#038;h=178" alt="" title="sesccancao001" width="300" height="178" class="size-medium wp-image-1326" /></a><p class="wp-caption-text">A maior vitrine da música sergipana em nossos dias</p></div>Não lembro a última vez em que vesti um terno. Há no corte de alguns tecidos certa mesura, uma espécie de austeridade que exige um juízo elevado para se ajustar ao corpo. Na pessoa errada, o pano sempre falta ou sobra, feito as fantasias de circo – um exagero de brilhos sob a lona armada num terreno baldio. Nos músicos do Ferraro Trio, por outro lado, a indumentária sempre cai muito bem.</p>
<p>Os caras têm moral pra usar a beca que quiserem, e provaram isso no palco do teatro Tobias Barreto, durante a edição mais recente da Mostra Sergipana de Música (Sescanção). Acompanhados pelo percussionista Ton Toy e pelo tecladista James Bertisch, o trio formado por Rafael Jr (bateria), Robson Macaxeira (baixo) e Saulo Ferreira (guitarra) demonstrou perícia e versatilidade, e acabou responsável por um espetáculo à parte.</p>
<p>Deilson Pessoa, que aposta suas fichas numa MPB moderninha, pisou no palco completamente pilhado, mas não ficou sozinho. A banda base do Sescanção era o Ferraro. Pessoa podia se contorcer o quanto quisesse, que os homens de preto da música instrumental sergipana seguravam a onda. Não foi diferente durante a execução do reggae nervoso de Elvis Boamorte. Os boa vida Allen Alencar e Vinícius Big John não tiveram um pingo de dificuldade para se entrosar com a banda. A banda era o Ferraro Trio. Até mesmo o hip hop engajado dos rappers da Di Conduta ganhou cores novas com a execução da banda. O groove é amigo desses instrumentistas.</p>
<p>O melhor de tudo é que a banda base do Sescanção foi apenas a cereja do bolo. A apresentação do Quinteto de Cordas de Aracaju na abertura do evento e a performance da Quadrilha Século XX, recepcionando o público no hall do teatro; a casa cheia e a seleção criteriosa dos músicos que se apresentaram; a justa homenagem prestada ao músico Irmão atestaram o que todo mundo está cansado de saber: O Sescanção é a maior vitrine da música sergipana em nossos dias. Que a próxima edição não tarde. Nossa cultura agradece.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/spleencharutos.wordpress.com/1325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/spleencharutos.wordpress.com/1325/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/spleencharutos.wordpress.com/1325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/spleencharutos.wordpress.com/1325/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/spleencharutos.wordpress.com/1325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/spleencharutos.wordpress.com/1325/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/spleencharutos.wordpress.com/1325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/spleencharutos.wordpress.com/1325/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/spleencharutos.wordpress.com/1325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/spleencharutos.wordpress.com/1325/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/spleencharutos.wordpress.com/1325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/spleencharutos.wordpress.com/1325/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/spleencharutos.wordpress.com/1325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/spleencharutos.wordpress.com/1325/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spleencharutos.wordpress.com&amp;blog=1856866&amp;post=1325&amp;subd=spleencharutos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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