Rian Santos
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Os caras têm moral pra usar a beca que quiserem, e provaram isso no palco do teatro Tobias Barreto, durante a edição mais recente da Mostra Sergipana de Música (Sescanção). Acompanhados pelo percussionista Ton Toy e pelo tecladista James Bertisch, o trio formado por Rafael Jr (bateria), Robson Macaxeira (baixo) e Saulo Ferreira (guitarra) demonstrou perícia e versatilidade, e acabou responsável por um espetáculo à parte.
Deilson Pessoa, que aposta suas fichas numa MPB moderninha, pisou no palco completamente pilhado, mas não ficou sozinho. A banda base do Sescanção era o Ferraro. Pessoa podia se contorcer o quanto quisesse, que os homens de preto da música instrumental sergipana seguravam a onda. Não foi diferente durante a execução do reggae nervoso de Elvis Boamorte. Os boa vida Allen Alencar e Vinícius Big John não tiveram um pingo de dificuldade para se entrosar com a banda. A banda era o Ferraro Trio. Até mesmo o hip hop engajado dos rappers da Di Conduta ganhou cores novas com a execução da banda. O groove é amigo desses instrumentistas.
O melhor de tudo é que a banda base do Sescanção foi apenas a cereja do bolo. A apresentação do Quinteto de Cordas de Aracaju na abertura do evento e a performance da Quadrilha Século XX, recepcionando o público no hall do teatro; a casa cheia e a seleção criteriosa dos músicos que se apresentaram; a justa homenagem prestada ao músico Irmão atestaram o que todo mundo está cansado de saber: O Sescanção é a maior vitrine da música sergipana em nossos dias. Que a próxima edição não tarde. Nossa cultura agradece.

Wow, ótima resenha, e na parte que toca aos “Homens de Preto”, só alegria por aqui!
É que a gente já leva as coisas à sério e com cuidado, e trampamos pesado, tentando fazer o “melhor” (entre aspas porque o melhor às vezes é tocar economicamente, de acordo com o estilo da música) arranjo possível. Abraço, cabrón! E cadê a matéria sobre o livro do Pedro de Luna?
Comentário por Rafael Jr — novembro 12, 2011 @ 11:13 pm
A matéria sobre o livro de pedro (dukraio!) tá na fila.
Comentário por spleencharutos — novembro 14, 2011 @ 1:20 pm
Oi Rian, obrigado por fazer uma crítica decente da Mostra, diferente de outros pseudo-críticos com ouvidos pouco abertos à musicalidade apresentada ali. Só tenho uma ressalva a fazer, seu texto foca o digno trabalho do Ferraro em detrimento da importância da direção musical do James, que amarrou as peças (Ferraro + Ton Toy + intérpretes selecionados) com propriedade e dedicação pré, durante e pós realização da Mostra.
Pois é isso, tentando contribuir com o que foi exposto em seu texto, a qualidade musical foi garantida também pelo preparo e esmero nos arranjos de Mr. Bertisch.
Forte abraço
Comentário por Fabio Oliveira — novembro 17, 2011 @ 2:10 am
A casa é sua, Fabinho!
Comentário por spleencharutos — novembro 17, 2011 @ 2:30 pm
Endorso as palavras de Fabio Oliveira, e sem o direcionamento preciso do diretor musical o resultado não seria tão bom! Em outras ocasiões toquei com direção musical, mas na verdade nós mesmos nos virávamos em conjunto. Agora houve realmente um direcionamento e os créditos devem ir pra quem merece! Obrigdo James Bertisch, por contribuir com nossa musicalidade.
Comentário por Rafael Jr — novembro 17, 2011 @ 11:53 pm